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O Alma Preta acompanhou de perto as principais ações do movimento negro a nível internacional e relatou as principais visões estratégicas de quem é de fora do país

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Acerso pessoal

Entre os casos mais marcantes do ano está a iniciativa de congressistas estadunidenses que apresentaram uma resolução na Câmara dos Representantes que pode dificultar as relações entre Donald Trump e Jair Bolsonaro. A iniciativa aconteceu no dia seguinte ao discurso do presidente brasileiro na abertura da sessão de debates da Assembleia-Geral da ONU.

No texto, com a assinatura de 16 deputados do Partido Democrata, grupo com maioria na Câmara, os parlamentares dizem que os EUA devem cancelar a designação do Brasil como aliado preferencial extra-Otan e suspender todo o apoio militar e policial americano ao governo brasileiro. Os assinantes solicitaram que o governo dos EUA se opusesse a financiamentos do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento a "projetos que possam contribuir com o desmatamento ou incêndios em florestas tropicais da região amazônica".

Dias antes, membros da Coalizão Negra por Direitos participaram do Congresso Black Caucus, em Washington DC. O encontro reuniu congressistas afroamericanos, políticos e lideranças negras de todo os EUA.

Membros da Coalizão também estiveram em Nova York participando do espaço de resistência “The People’s Forum”, em Manhattan.

Neste ano, integrantes do movimento negro também participaram da 42ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU). Um dos objetivos do encontro foi denunciar alterações legislativas que podem agravar o genocídio da população negra no Brasil.

O Alma Preta realizou uma cobertura exclusiva com os principais pontos acerca da população afro brasileira durante a Cúpula do Clima (COP 25), encabeçada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Relatamos a participação de Liceli Morais Pio, coordenadora da Articulação Pacari de Plantas Medicinais, única quilombola presente na Cúpula este ano.

Neste ano, também conversamos com a advogada chilena Antonia Urroloja, relatora para o Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que, em entrevista exclusiva, relatou a preocupação com a violência com que os negros e indígenas são tratados no país.

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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