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A defesa do músico, que se manifestou neste domingo (24), caracterizou a prisão como “estapafúrdia”

Texto / Simone Freire
Imagem / Divulgação

Visto como “DJ dos bandidos” por uns e “funkeiro revolucionário” por outros, a prisão de DJ Rennan da Penha, idealizador do Baile da Gaiola, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, gerou várias críticas nas redes sociais.

Seus advogados, Fabrício Gaspar Rodrigues e Nilsomaro de Souza Rodrigues, também se manifestaram neste domingo (24). Em nota, eles afirmaram que “Rennan da Penha representa a cultura negra da periferia do Rio de Janeiro, é justamente por isso [que] sofre amplo preconceito fora do ambiente onde nasceu e foi criado”.

A defesa do músico salientou discordar firmemente da decisão proferida pela Justiça do Rio, em segunda instância, nesta quarta-feira (20), que condenou o músico por associação ao tráfico de drogas. A pena prevista é de seis anos e oito meses em regime fechado.

 

O DJ foi inocentado em primeira instância, mas depois de recurso do Ministério Público do Rio (MP-RJ) que o acusa de ser “olheiro” do tráfico, o artista foi condenado. Segundo seus advogados, a pena imposta é acima do mínimo legal em desrespeito à primariedade do acusado.

“Tal acusação é tão estapafúrdia que beira a inocência, eis que tal função demandaria discrição. Os bailes de Rennan atraem mais de 25.000 pessoas, sendo a ele absolutamente impossível passar despercebido onde quer que seja”, se manifestaram em rede social.

De acordo com a defesa, o Supremo Tribunal Federal analisa o pedido de liminar em Habeas Corpus para que Rennan aguarde em liberdade a apreciação de seus recursos aos tribunais superiores.

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