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Adriana Vasconcelos, mulher negra mais votada para ser vereadora pelo PSOL em São Paulo nas eleições de 2016, concorre a uma cadeira no Congresso Nacional

Texto e imagem / Divulgação

Adriana Vasconcellos, professora e assessora parlamentar do vereador Toninho Vespoli (PSOL), lança a sua pré-candidatura ao cargo de deputada federal em 27 de junho (quarta-feira). O evento acontece em São Paulo, na Bela Vista (rua dos Franceses, 518), a partir das 19h30.

A descrição do evento no Facebook relativo ao lançamento da pré-candidatura aborda o viés da campanha de Vasconcellos, voltada à luta pela igualdade racial. “A luta contra o racismo estrutural é a principal pauta que atravessa todas nossas lutas, porque consideramos que enquanto não houver inclusão para acessos aos direitos básicos e reparação histórica da população negra, o genocídio sistemático dos jovens negros, o feminicído das mulheres negras e a perseguição indiscriminada as religiões de matrizes africanas continuarão.”

Adriana é professora de geografia e história da rede municipal de ensino há 23 anos e mestranda em educação pela PUC-SP. Nas últimas eleições, que ocorreram em 2016, foi a candidata negra mais bem votada pelo PSOL ao cargo de deputada em São Paulo. A atual assessora parlamentar de Vespoli auxilia na elaboração de projetos de lei étnico-raciais, como a criação do Memorial Luiza Mahin e o Dia de Luta Contra o Encarceramento da População Negra, por exemplo.

“Nossa pré-candidatura ao Congresso Nacional é em nome de todas e todos os ancestrais negros que tombaram na luta pelo direito à existência e a democracia. Por Luana Barbosa, Cláudia Ferreira, Dandara, Luiza Mahin, Matheusa, Marielle Franco, e tantas outras continuaremos lutando”, completa, no comunicado descritivo no evento do Facebook.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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