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Após passar por uma prévia na Feira Preta e pela Estação República do metrô, as obras serão expostas na Luz – uma das estações mais movimentadas de São Paulo

Texto / Beatriz Mazzei
Imagem / Reprodução

A exposição “Pretas Potências” chega à Estação da Luz após passar pelo Metrô República. As obras, feitas pelo artista de Araújo, homenageiam 13 figuras da comunidade negra, símbolos de resistência após a abolição da escravatura, em 1888.

As obras são ilustrações que referenciam grandes nomes da história negra nas seguintes frentes: Hip Hop, Samba, Moda, Literatura, Territórios, Capoeira, Danças, Teatro, Culturas Tradicionais - Afoxé, Gastronomia, Funk, Religiões de Matriz Africana e Intelectualidade.

Para a realização das obras, de Araújo se inspiraoun o designer Emory Douglas, artista revolucionário, que assina a identidade visual do jornal The Black Panthers, e ministro da Cultura dos Panteras Negras.

“Eu peguei um pouco daqueles elementos de cores e formas e fiz várias figuras da nossa história preta usando a mesma linguagem” conta .

Segundo o artista, o intuito é recordar e homenagear essas pessoas em vida e reescrever a história da população negra sob a perspectiva negra, tomando a frente da narrativa. Por isso, a mostra destaca grandes nomes do passado, como o geógrafo Milton Santos e figura mais atuais como a cantora de rap Sharylaine e a deputada estadual Erica Malunguinho, eleita este ano em São Paulo.

A exposição é uma iniciativa do Alma Preta, portal de mídia negra, e da Feira Preta, festival que valoriza o afro-empreendedorismo. A Fundação Tide Setúbal participa como apoiadora do projeto.

Para representar cada universo foram escolhidos: Mãe Juju D’Oxum, religiões, Mestre Bimba - Capoeira, Abdias do Nascimento –Teatro, Tabuleiro das Baianas - Gastronomia, Dona Ivone Lara – Samba, Milton Santos - Intelectualidade, Oswaldo de Camargo - Literatura, Ile Omo Dada - Culturas Tradicionais - Afoxé, Sharylaine - Hip Hop, Cidinho e Doca - Funk, Adriana Barbosa - Empreendedorismo, Aparelha Luzia - Territórios.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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