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David Alcolumbre, presidente do Senado, garante que haverá a participação do movimento negro nos debates  sobre o pacote de Sérgio Moro que serão promovidos no Senado

Texto / Pedro Borges | Imagem / Matheus Alves / Alma Preta 

Cerca de 50 organizações do movimento negro participaram de agenda com o presidente do Senado, David Alcolumbre, para debater pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, além do decreto sobre a flexibilização de porte de armas. O encontro aconteceu na manhã do dia 12 de Junho, em Brasília.

O presidente do Senado garantiu participação do movimento negro durante as audiências que serão feitas para debater o pacote de segurança na casa. Alcolumbre disse que o Senado não colocará em votação o projeto na velocidade planejada pelo poder executivo e afirmou que, em conversas com juristas, percebeu uma série de aspectos presentes na proposta não são justos.

“Eu faço uma avaliação positiva do encontro. O presidente do Senado disse estar comprometido com a nossa pauta e afirmou trabalhar para ouvir a sociedade e retirar uma série de pontos importantes do projeto ”, afirmou Beatriz Lourenço, integrante da Uneafro Brasil.

No encontro, David Alcolumbre trouxe o exemplo de outros pactos que construiu com diferentes movimentos sociais, caso dos indígenas e das centrais sindicais, para destacar que honrará o compromisso assumido.

Durante o diálogo, as organizações do movimento negro colocaram demandas importantes da luta antirracista. Os dados do Atlas da Violência, que apontaram para 65.602 assassinatos, com 75,5% das vítimas negras, foram recordados durante a reunião, bem como o encarceramento em massa, a violência contra mulheres negras e a criminalização do funk e das religiões de matriz africana. Além disso, uma carta foi entregue com a relação de reinvindicações feitas pelas organizações presentes.

O encontro também contou com a presença dos senadores Randolfe Rodrigues (REDE- Líder), Paulo Rocha (PT-PA) e o deputado federal Orlando Silva (PC do B-SP).

Orlando Silva acredita que a agenda foi “extraordinária” e acha fundamental que outras incidências como essa sejam importantes para a defesa dos interesses do povo negro.

“Os senadores e deputados às vezes legislam distante da ‘vida real’. É importante trazer os movimentos sociais para cá para esse tipo de incidência”, argumentou.

Mais cedo, o movimento negro fez uma reunião na liderança do PT do Senado, com parlamentares e assessores que também ofereceram apoio às demandas enviadas pelas organizações presentes.

Leia o documento na íntegra.

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