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Líderes angolanos romperam com a igreja do bispo e empresário Edir Macedo; há acusações de vasectomia imposta a pastores e mulheres dos religiosos estariam sendo obrigadas a abortar

Texto: Guilherme Soares Dias | Edição: Nataly Simões | Imagem: Reprodução

Um grupo de bispos e pastores da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola assumiu o controle de 35 templos da instituição em Luanda e cerca de 50 em outras províncias do país, como Lunda-Norte, Huambo, Benguela, Malanje e Cafunfo. A informação é da BBC Brasil.

Os bispos e pastores angolanos acusam a direção brasileira da igreja de evasão de divisas, expatriação ilícita de capital, racismo, discriminação, abuso de autoridade, imposição da prática de vasectomia aos pastores e intromissão na vida conjugal dos religiosos.

De acordo com a agência de notícias britânica, eles reclamam ainda de privilégios dados aos bispos brasileiros e pediam uma maior valorização do episcopado angolano.

A Universal é liderada pelo bispo e empresário brasileiro Edir Macedo e está presente em mais de 95 países, com cerca de 10 mil templos. Em Angola são cerca de 500 mil fiéis.

A ruptura declarada pelos religiosos angolanos é um movimento sem precedentes, que começou em novembro de 2019, com a divulgação de um manifesto com críticas à direção brasileira da igreja. Por lá, o controle será assumido pelo bispo Valente Bezerra Luiz, que era vice-presidente da igreja no país e passará a ser chamada de Igreja Universal de Angola. Os dissidentes dizem já ter o comando de 42% dos templos.

Segundo a nota, o bispo Honorilton Gonçalves, principal líder da igreja no país e ex-vice-presidente da TV Record, estaria perseguindo, punindo e intimidando bispos e pastores angolanos. Além da vasectomia imposta a pastores, mulheres dos religiosos estariam sendo obrigadas a abortar.

Até o momento, a direção brasileira da Universal não se posicionou e, procurada pela BBC Brasil, não respondeu aos pedidos de entrevista.

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