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Um dos objetivos é cobrar do poder público a garantia de direitos básicos da população em situação de rua; segmento receberá doação de itens de higiene e informações sobre o novo coronavírus

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Marcelo Camargo/Agência Brasil

Sem acesso à água, alimentação e moradia, a realidade da população em situação de rua fica ainda mais precária com o fechamento de diversos serviços por causa do Covid-19, o novo coronavírus. Para oferecer às condições mínimas para consigam enfrentar a pandemia, neste sábado (20), diversas organizações se unem ao centro de convivência É de Lei para doar produtos de higiene e informar a população da Cracolândia, em São Paulo (SP), sobre a importância da prevenção.

A coordenadora-geral do É de Lei, Maria Angélica Comis, explica que o objetivo da iniciativa também é pressionar das autoridades públicas a garantia dos direitos básicos de quem vive na rua. “Como as pessoas vão lavar as mãos com sabão e usar álcool em gel se elas não têm acesso a uma pia?”, questiona.

“A ação deve ainda sensibilizar a sociedade de que todas as vidas importam e cobrar do poder público uma resposta rápida e eficaz para garantir a saúde dessas pessoas, por exemplo, com a busca ativa por pessoas que apresentam sintomas de Covid-19 e o encaminhamento para o tratamento”, acrescenta.

O É de Lei também convoca todas as pessoas a ajudarem nessa situação. A organização está arrecadando itens de higiene, como sabonetes, álcool gel e pacotes de lenço de papel, para distribuir na ação que será realizada no sábado.

As pessoas que tiverem interesse em ajudar financeiramente o É de Lei a adquirir itens de higiene como sabonetes, pacotes pequenos de lenços de papel e álcool em gel, podem contribuir por meio do PayPal ou da conta corrente do centro de convivência. A instituição financeira é o Banco do Brasil, agência 1202-5, conta corrente 16175-6 e CNPJ 04.893.583/0001-88.

É de Lei é uma organização da sociedade civil que atua desde 1998 na promoção da redução de riscos e danos sociais e à saúde em contextos de vulnerabilidade. Em 20 anos de experiência, tem acompanhado o crescimento da população em situação de rua em São Paulo – mais de 20 mil de acordo com o censo realizado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social -, e denunciado o descaso do governo, principalmente quando essa população é associada ao uso de drogas, por exemplo em regiões como a Cracolândia.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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