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Agosto é o mês da visibilidade lésbica; conheça mulheres negras e lésbicas que usam as redes sociais para darem voz às suas vivências em diversos temas

Texto: Redação | Colaboração: Alaine Santana e Márcia Vasconcelos | Edição: Nataly Simões | Imagem: Acervo Pessoal

Em contraposição ao apagamento histórico feito das mulheres lésbicas dentro do movimento feminista e do próprio movimento LGBTQIA+, agosto é dedicado às diversas lutas desse grupo social. No mês, há duas datas relacionadas às mulheres lésbicas, o dia 19, em que é celebrado o Dia do Orgulho Lésbico, e o dia 29, considerado Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

A primeira data faz referência à primeira grande manifestação de mulheres lésbicas no Brasil, ocorrida em São Paulo, em 1983. Já a segunda denúncia as múltiplas violências físicas, psicológicas e simbólicas sofridas por essas mulheres em todos os espaços da sociedade. As mulheres negras e lésbicas enfrentam diariamente além da violência de gênero e da lesbofobia, o racismo, e suas vivências também precisam ser visibilizadas.

O Alma Preta traz uma lista com oito criadoras de conteúdo negras e lésbicas e que usam as redes sociais para falar sobre diversos temas. Confira:

1. Caren Lopes (Foto de capa)

Médica Veterinária, Caren Lopes é idealizadora do perfil no Instagram @vetcaren. Na rede social, ela aborda as dificuldades no enfrentamento ao racismo, machismo e lesbofobia em ambientes majoritariamente brancos e elitistas como os da área da saúde.

2. Márcia Vasconcelos

Advogada e especialista em Direito Bancário, Márcia Vasconcelos é a criadora do perfil no Instagram e no Twitter @filhadesilvia. Nas duas redes sociais, ela fala sobre questões raciais e dá dicas sobre a área jurídica além de lifestyle.marcia

3. Alaine Santana

Baiana de nascimento, Alaine Santana reside em São Paulo e é psicóloga. A profissional realiza um trabalho em prol da saúde mental de mulheres negras e lésbicas, principalmente as que se declaram como “caminhão/bofe”, como ela mesma descreve. Seu perfil no Instagram é @lesbicanegraecaminhao e no Twitter é @alainedesantana.alaine4. Leilane Ribeiro

Acadêmica de Direito na Universidade Candido Mendes, Leilane Ribeiro cria conteúdo no Instagram (@sapataosuburbana) e no Twitter (@sapatasuburbana) sobre as vivências das mulheres lésbicas e bissexuais.leilane

5. Yaya Ferreira

Yaya, como é conhecida nas redes, é uma artista que trabalha com pintura, graffiti e ilustração digital. Ela retrata a beleza das pessoas negras sob várias óticas. É criadora de conteúdo no Instagram (@arteprayaya) e no Twitter (@yaya_f3rreira).yaya6. Maria Vitória

Escritora, editora e redatora, Maria Vitória é a fundadora do blog literário “A Estranhamente” e autora de “Eu Fragmentada” (2019). Formada em Serviço Social, a escritora faz da literatura seu maior ato de resistência, inclusive no Instagram e no Twitter (@a_estramente).

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7. Bruna Carvalho

Afeto, cuidado e negritude estão entre os temas abordados pela criadora de conteúdo Bruna Carvalho no Instagram (@pretadireta), onde ela também traz para os seguidores receitas alimentares. É ainda CEO da @tardedasprexts junto à namorada @muria.a.

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8. Jéssica Sodré

Artivista, articuladora cultural, atriz e professora de teatro, Jéssica Sodré produz conteúdo no Instagram (@lesbile), onde fala sobre lesbianidade na companhia da namorada Jade.jessica

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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