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Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Pedro Borges

A primeira edição da Ocupação Preta aconteceu no dia 27 de Fevereiro, também em Itajubá-MG

Entre os dias 30 de Abril e 1 de Maio, em Itajubá-MG, acontece a segunda edição da Ocupação Preta. O evento, organizado por Gabriel Hilair, estudante e colunista da Revista Fórum, tem o objetivo de reunir pretas e pretos de diferentes estados do Brasil para fortalecer os laços entre a comunidade negra e pensar em uma atuação conjunta contra o racismo.

Para Gabriel, “a segunda Ocupação Preta, tal qual a primeira, objetiva pensar numa irmandade entre pessoas negras, pensar numa fraternidade que deve ultrapassar qualquer diferença entre nós, pois a ancestralidade que nos constitui e nos move e a experiência com o racismo deve nos fazer, acima de tudo, olhar para cada preto como um irmão”.
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A Ocupação Preta começa no dia 30 e se estende até 1 de Maio. Entre as atividades propostas, estão apresentações de Rap, Funk, MPB, exibição de vídeos e rodas de conversa sobre jornalismo independente, empoderamento e o enegrecer dos espaços.

Gabriel Hilair destaca a importância de promover debates e eventos como este para além dos principais centros urbanos. “O singular da Ocupação Preta é ir para além dos grandes "centros" que são as capitais. Através desse evento, poderemos ver que o empoderamento negro e a ocupação dos espaços deve ir além das grandes cidades”.

O principal mote da atividade será a discussão acerca do empoderamento individual e coletivo da população negra. Gabriel explica que o conceito se refere ao processo em que o sujeito e o grupo passam de consciência do poder que possuem. “Empoderar-se é reconhecer-se enquanto sujeito social, político, autor da sua própria história e capaz de lutar por direitos que não são só seus, mas também de um grupo. Empoderamento é singular e é plural. Singular no sentido de que é um processo individual e pode ocorrer pelas mais diferentes motivações e plural porque por meio do empoderamento aprendemos que a luta é coletiva, em prol das irmãs e dos irmãos”.

O evento contará com a cobertura do Alma Preta.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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