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Ao Guia Negro Entrevista, cantora falou sobre como a música a fez recuperar sua autoestima afetada pela falta de representatividade

Texto / Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Reprodução

Conhecida por ser dona de uma voz singular, a cantora baiana Xênia França revelou durante bate-papo com o Guia Negro Entrevista como o racismo impactou na sua autoestima na infância.

"Em um contexto social onde os produtos vendidos não incluíam pessoas negras, era muito fácil identificar as meninas consideradas bonitas e eu não estava nesse grupo”, conta.

Xênia lembra que a falta de representatividade fez com que ela entendesse que ser negra não era bom, mas que a música a ajudou a construir sua autoestima.

“A validação é algo que me fez esperar que outra pessoa dissesse que eu era bonita. Não há como viver mais em um mundo que valida a gente e o que o racismo diz ao meu respeito não me contempla”, afirma.

“A auto responsabilidade se faz necessária para que a gente consiga romper com esses ciclos de dor histórica e eu usei meu trabalho para ser o meu manifesto”, complementa.

A cantora lançou seu primeiro álbum solo em 2017 e foi indicada ao Grammy Latino do ano passado nas categorias “Melhor Álbum Pop Contemporâneo” e “Melhor Canção”, por sua música “Pra Que Me Chamas?”. Em fevereiro de 2019, ela foi capa da revista Marie Claire e recentemente também estreou no estúdio Colors.

Em sua conversa com o Guia Negro Entrevista, Xênia França também falou sobre religiosidade, sua trajetória na música, entre outros assuntos. Confira:

“Pra Que Me Chamas?”.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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