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Em janeiro de 2021, a legislação promulgada em 2003 completa 18 anos; evento online acontece nos dias 4, 5 e 6 de novembro, com transmissão no YouTube

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Getty Images

Em janeiro de 2003, foi promulgada a lei federal 10.639, instituindo a obrigatoriedade do ensino de História da África e da Cultura Afro-Brasileira e Africana nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio. Em janeiro de 2021, a legislação completará 18 anos e para abordar seu legado e as perspectivas para sua defesa e ampliação, a Rede de Historiadores e Historiadoras Negras realiza nos dias 4, 5 e 6 de novembro uma jornada online sobre o tema.

O evento promoverá reflexões sobre os desafios epistemológicos relacionados ao ensino de História da África e Cultura Afro-brasileira, além de relatos de práticas e experiências na abordagem destas temáticas no ambiente escolar e a recuperação do histórico de lutas que levaram à promulgação da lei.

Sempre com duas mesas por dia, as atividades da jornada serão iniciadas às 17h e finalizadas às 20h, com transmissão no YouTube. Participam do evento alunos e professores da educação básica, pesquisadores, docentes e discentes de várias universidades e do país, que trarão para a discussão suas impressões sobre o tema.

Confira a programação:

4 de novembro, quarta-feira
Abertura: das 17h às 18h30:
Mesa 1: Um Oriki da Equipe Olímpica “Atlântica” para Beatriz Nascimento - Professora Dra. Janete Ribeiro e Giovana Carvalho Vieira Martins, Isabelle Areas e Marcelle Ramos. Mediação: Luara Santos - Doutoranda em História Social/ UFF

- 18h30 às 20h - Mesa 2: A experiência docente depois da Lei 10639/03 Mediação: Prof. Dr. Amilcar Pereira (UFRJ). A Lei 10.639/03 em Florianópolis: construção histórica – Profa. Carina Santiago - Rede Municipal de Educação de Florianópolis – doutoranda PPGH/UDESC.
PROJETO ÒRO-ÌTAN: Contação de Histórias afro-brasileiras - Isabel Cristina Ribeiro Rosa - Associação de Cultura e Tradições de Matriz Africana.
Narrativas Quilombolas: conhecer, dialogar, comunicar” - Silvane Silva – Secretaria de Educação do Estado de São Paulo -NInC (Núcleo de Inclusão Educacional).

5 de novembro, quinta-feira
- 17h às 18h30 - Mesa 3: Histórias de mulheres negras na sala de aula
Mediação: Dra. Ana Flávia Magalhães (UnB)
Luiza Mahin na encruzilhada: desafios e perspectivas para a pesquisa histórica na sala de aula. - Aline Najara da Silva Gonçalves (UNEB – Campus XIII, doutoranda UFRRJ);
Apaoká: Um caminho para falar de mulheres negras nas aulas de história - Victoria da Paixão. “A sua espada é a sua palavra. Oh! Grande guerreira - Desmistificando histórias. Rompendo barreiras” – Me. Geraldyne Mendonça de Souza - Professora da Educação Básica.

- 18h30 às 20h - Mesa 04: Fontes históricas e o ensino de história negra
Mediação: Profa. Dra. Iamara Viana (PUC-Rio/UERJ)
Fontes para o ensino da história da escravidão e da liberdade no Brasil - Raiza Canuta da Hora - Doutoranda PPGH/UFBA - Professora da UNEB.
O SAMBA CANTA O POVO NEGRO NO BRASIL PÓS-EMANCIPAÇÃO: DE PAULO DA PORTELA À CLARA NUNES - Dra. Ana Lúcia da Silva – UEM.
“O SAMBA ENSINA?” – O USO DA MÚSICA NAS AULAS DE HISTÓRIA - Thiago Rodrigues Fernandes (Mestrando - ProfHISTÓRIA-UERJ).

6 de novembro, sexta-feira
- 17h às 18:30 - Mesa 05: Saberes docentes em espaço escolar
Mediação: Dra. Luciana Brito (UFRB)
Saberes e experiências docentes sobre história e cultura afro-brasileira no sertão alagoano - Prof. Dr. Gustavo Manoel da Silva Gomes - Universidade Federal de Alagoas (UFAL/Campus Sertão) - Grupo de Cultura Negra do Sertão Abí Axé Egbé.
VELHOS DEUSES, NOVOS MUNDOS”: o debate sobre as religiões afro-brasileiras em novos espaços de intolerância na sala de aula - Marcos Paulo Amorim dos Santos.
Autoetnografia a partir do “chão da escola” - a questão racial como vivência docente – Dra. Lucimar Felisberto dos Santos.

- 18h30 às 20h - Mesa 6: A educação antirracista em debate
Mediação: Mariléa Almeida (Unicamp/ALESP)
Percepções do(a) Estudante Negro(a) sobre educação e relações etnicorraciais - Sueli Melo Silva.
EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NAS PRISÕES BAIANAS – Dr. Franklim da Silva Peixinho - Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais (UMSA), Mestre em Gestão de Políticas Públicas e Segurança Social, mestre em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas (UFRB).
Ensino Universitário e diálogos para o mundo: desafios do ensino e pesquisa de História da África, desde a Lei 10639/03 - Patrícia Teixeira dos Santos (UNIFESP).

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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