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Texto: Divulgação / Edição de Imagem: Pedro Borges

Baseado no livro O mundo no black power de Tayó, de Kiusam de Oliveira, a apresentação defende a riqueza cultural afro-brasileira e enfrenta o preconceito

Celebrando o feriado da Consciência Negra, o Auditório Ibirapuera apresenta Tayó – O Musical, dia 20 de novembro, domingo, às 19h, com entrada gratuita. O espetáculo foi inspirado no livro O Mundo no Black Power de Tayó, de Kiusam de Oliveira. Criado pela autora do livro e a banda Morabeza Nação, o musical narra a vida da princesa Tayó, cujo nome significa “da alegria”, uma menina negra, de seis anos, que se orgulha do seu cabelo crespo com penteado black power, enfeitando-o de diversas formas.

A trama apresenta uma personagem cheia de autoestima, capaz de enfrentar agressões dos colegas de classe, que dizem que seu cabelo é “ruim”. “Mas como pode ser ruim um cabelo fofo, lindo e cheiroso”? “Vocês estão com dor de cotovelo porque não podem carregar o mundo nos cabelos”, responde a garota para os colegas. O enredo transforma o enorme cabelo crespo de Tayó em uma metáfora que enriquece a cultura negra e abre espaço para uma conversa sobre educação étnico-racial.

Tayó – O Musical tem como tônica a sensibilidade, usada para tratar a questão de uma possível educação para as relações étnico-raciais onde as pessoas consigam viver felizes e aceitando as belezas presentes nas diferenças. Kiusam conta da história no palco, narrando a jornada da menina ora interpretada por Mariana Per e pela boneca Tayó, feita pela artesã de boneca(os) negros, Luciene Campos. A trilha sonora é de Léo Cavalcante e Renato Gama, este último, criador de composições feitas especialmente para o espetáculo.

Brasilidades e africanidades se encontram no musical em uma forma específica de contar histórias, nos figurinos afro-contemporâneos, e no cenário, inspirado inteiramente em tudo o que a princesa Tayó carrega em seu penteado.

Sobre os criadores:

Kiusam de Oliveira é artista multimídia, arte-educadora, bailarina, coreógrafa e contadora de histórias. Sobre o tema, ministra cursos, palestras, oficinas e workshops em congressos e universidades em todo o país. Além de Tayó, é autora de Omo-Oba: histórias de princesas (2009). Nascido para cantar histórias, o Grupo Morabeza Nação tem como formação músicos da banda Nhocuné Soul, que trazem na bagagem referencias africanas e acreditam ser possível conviver com a diversidade de um jeito leve, agradável e construtivo.

Repertório:

1. Dança das flores – Renato Gama
2. Seus olhos – Renato Gama/Ananza Macedo/Ronaldo Gama/Kiusam de Oliveira
3. Orobô – Renato Gama/Kiusam de Oliveira
4. Black Power – Renato Gama
5. Mamãe – Renato Gama
6. Neguinha sim – Renato Gama
7. Voltar minha mãe – Renato Gama
8. Orixás (ninar) – Renato Gama
9. Reinado – Renato Gama
10. Tayó – Renato Gama

Serviço:

Tayó – O Musical

Dia 20 de novembro, domingo, às 19h

Duração: 90 minutos (aproximadamente)

Entrada gratuita

Distribuição de ingressos na bilheteria do Auditório, uma hora e meia antes da apresentação

Limite de dois ingressos por pessoa

Capacidade: 806 lugares

Classificação indicativa: Livre.

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

Capacidade: 806 lugares

Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera

(Entrada para carros pelo Portão 3)

Fone: 11.3629-1075

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http://www.auditorioibirapuera.com.br/

Ônibus:

Linha 5154 – Terminal Sto Amaro / Estação da Luz
Linha 5630 – Terminal Grajaú / Metrô Bras
Linha 675N – Metrô Ana Rosa / Terminal Sto. Amaro
Linha 677A – Metrô Ana Rosa / Jardim Ângela
Linha 775C/10 – Jardim Maria Sampaio / Metrô Santa Cruz
Linha 775A/10 – Jd. Adalgiza / Metrô Vila Mariana
O Auditório Ibirapuera não possui estacionamento ou sistema de valet. O estacionamento
do Parque Ibirapuera é Zona Azul e tem vagas limitadas. Sugerimos que venha de táxi ou transporte público

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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