Atrações com entrada gratuita começam no sábado (7) e se estendem até janeiro

Texto / Nataly Simões | Edição / Simone Freire | Imagem / Museu Afro Brasil

O Museu Afro Brasil, localizado no Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP), oferece uma série de atividades educativas e exposições temporárias em dezembro. As atrações começam no sábado (7) e se estendem até janeiro.

A programação é gratuita e voltada para diversos públicos. As atividades educacionais têm 1h30 de duração e os interessados devem se inscrever pela internet. Confira a programação completa:

“Negras Palavras: Dramaturgias Negras - Homenagem à Ruth De Souza”

Com o objetivo de proporcionar aos visitantes experiências estéticas voltadas à palavra ouvida, falada e escrita, o projeto “Negras Palavras” tem como eixo o papel e o lugar da voz africana e afro-brasileira em diferentes manifestações culturais, como a contação de histórias, a mediação de leitura, a produção literária e suas diversas formas de difusão.

Nesta edição, o tema “Dramaturgias Negras” traz os dramaturgos Dione Carlos, autora de “Dramaturgias do Front”, e Gabriel Cândido, autor de “Fala das Profundezas”. Eles vão conversar com os participantes sobre suas obras e a produção contemporânea do teatro negro. Em seguida, haverá uma homenagem a atriz Ruth de Souza. 7 de dezembro, sábado, às 11h.

Inscrições: https://forms.gle/DMQvbDLXPWE6U31Z7

Roda de Conversa “O Direito à Cultura como Direito à Memória: Uma Conversa Sobre Museus”

Como parte da programação da campanha “Sonhar o Mundo”, voltada para a afirmação dos direitos humanos no espaço museal, a roda de conversa promove a reflexão sobre um aspecto fundamental do direito à cultura: o lugar da memória.
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A atividade busca responder aos seguintes questionamentos: O que significa salvaguardar e difundir a memória e a história de populações que foram escravizadas, segmentos sociais oprimidos ou pessoas que passaram por situações de violência e tortura? Quais formas de resistência essas memórias guardam? 14 de dezembro, sábado, às 11h.

Inscrições: https://forms.gle/C2ERLrHtzdGkfT4o9

Visita “Percursos Sensíveis”

Voltada para pessoas com deficiência visual, a visita ao acervo do museu proporciona aos participantes a chance de conhecer histórias da cultura africana e afro-brasileira por meio de áudio-mediações e recursos táteis. 14 de dezembro, sábado, às 14h.

Inscrições: https://forms.gle/NdWQjFjmUHQkuWBf7

Visita “Aos Pés do Baobá”

Voltada para todos os públicos, a visita ao acervo do museu permite aos participantes a chance de conhecer histórias da cultura africana e afro-brasileira. Em seguida, será realizado um bate papo conduzido por integrantes do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. 21 de dezembro, sábado, às 11h30.

Inscrições: https://forms.gle/hyodskESgL1W2z16A

Exposição de longa duração

A exposição de longa duração pretende contar uma outra história brasileira com a intenção de desconstruir um imaginário da população negra, construído fundamentalmente pela ótica da inferioridade ao longo da história e transformá-lo em um imaginário estabelecido no prestígio, na igualdade e no pertencimento, reafirmando assim o respeito por uma população matriz de nossa brasilidade.

Exposições temporárias: “Design e tecnologia no tempo da escravidão

A mostra apresenta mais de 400 peças do acervo do museu, entre objetos de uso doméstico e ferramentas para ofícios rurais e urbanos, que contextualizam o conhecimento aplicado na produção de objetos e utensílios dos séculos XVIII e XIX. Disponível até 31 de dezembro de 2019.

150 anos do poema “O Navio Negreiro”, de Castro Alves

Instalação que celebra os 150 anos do poema “O Navio Negreiro”, do poeta romântico e abolicionista baiano Castro Alves (1847-1871). Disponível até 19 de janeiro de 2020.

As gravuras aquareladas de Rugendas

Membro da Expedição Langsdorff e com uma produção artística reconhecida pelo alto teor de realismo e expressividade, as 12 obras de Johann Moritz Rugendas recentemente doadas por Ruy Souza e Silva para o acervo do museu são datadas do século XIX e contextualizam a vida da população negra escravizada do período. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

“Ensaio sobre Bispo do Rosário”

Interno por toda a vida em uma colônia psiquiátrica no Rio de Janeiro, o artista Arthur Bispo do Rosário é retratado neste comovente e único ensaio fotográfico produzido por Walter Firmo. As imagens captam momentos do grande criador em sua expressividade, muito além do seu inconsciente criativo. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Trajetória e obra de João Câmara

A obra de pintura de João Câmara pode ser vista, desta vez,em uma mostra com mais de 50 obras do artista paraibano radicado em Pernambuco e conhecido por refletir em sua produção as raízes da cultura nacional. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Fotografias e desenhos de Rommulo Conceição

Um conjunto de fotografias da série “Entre o espaço que eu vejo e o que percebo, há um plano”, de 2016-2017, desenhos sobre fotografias da série “Tudo que é sólido desmancha no ar”, de 2017, e duas esculturas/instalação, entre elas “Duas pias, ou quando o lugar se transforma em conteúdo”, compõe a mostra do artista baiano radicado no Rio Grande do Sul. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

A geometria de Paulo Pereira

Vinte e nove esculturas trazem a público a geometria de caráter quase minimalista da produção do artista. Sua obra é caracterizada por um jogo entre forma e conteúdo a partir do uso de madeira escura como o jacarandá, aliada a cortes metálicos de movimentos sinuosos que alimentam uma imaginação construtiva que torce formas côncavas e convexas. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Anderson AC – Pintura Muralista

Um total de 14 obras, entre pinturas e infogravuras, colocam o público em contato com a pintura espessa e expressionista do artista baiano, cuja produção marcada pela consciência de um mundo cheio de diferenças sociais se relaciona com a produção de murais urbanos. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Elvinho Rocha – Pinturas do inconsciente

São 44 obras, entre pinturas em tinta acrílica sobre tela e guaches sobre papel, que mostram a representação dos símbolos guardados em seu subconsciente.

“Mais que pintura, essa é a revelação de uma mente sequiosa de se comunicar com o universo da criação artística”, escreve Emanoel Araújo, curador da mostra individual. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Alphonse Yémadjè - Símbolos dos Reis Ancestrais do Benin

Tendo adquirido sua habilidade artística a partir de uma tradição familiar que remete aos tempos dos reis do antigo Daomé, em meados do século XVIII, as obras deste importante artista do Benin, conhecidas como aplique ou appliqué (técnica de junção, justaposição, costura ou enlace de materiais têxteis sobrepostos) são conhecidas no mundo todo. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Euloge Glélé - Esculturas dos Deuses Africanos do Benin

Nascido no Benin, o artista Eulogue Glélé é conhecido por ser um escultor de máscaras tradicionais Gèlèdes. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Arte Nativa – África, América Latina, Ásia e Oceania - Coleção Christian-Jack Heymès

Na exposição são apresentadas 51 esculturas, tecidos, indumentária tradicional e colares do antiquário e colecionador francês de arte tribal, radicado em São Paulo desde a década de 1970. O raro e precioso conjunto de peças revela as descobertas de Christian em suas inúmeras viagens por diferentes continentes. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Fetiches – Diário de uma coleção de arte tribal, de Christian-Jack Heymès

Tanto a mostra “Arte Nativa: África, América Latina, Ásia e Oceania” como o lançamento do livro “Fetiches: Diário de uma Coleção de Arte Tribal” do colecionador francês radicado em São Paulo, Christian-Jack Heymès, revelam o sentido das descobertas nos diferentes continentes por ele visitados, uma arqueologia de obras significativas marca sobretudo um desejo de conviver com essa diversidade de expressões artísticas. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

Mãe Aninha (Eugênia Anna Dos Santos) – Homenagem aos 150 Anos de nascimento

Instalação em homenagem aos 150 anos de nascimento da famosa mãe de santo fundadora do terreiro de candomblé Ilê Axé Opó Afonjá, em Salvador e no Rio de Janeiro. Disponível até 19 de janeiro de 2020.

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