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Ativistas participam de audiência alusiva ao 25 de julho - Dia Internacional da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora

Texto / Divulgação I Imagem

Ativistas negras abordam estratégias políticas pelo bem viver e para a eliminação do racismo e do feminicídio em audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, no dia 9 de Julho.

O encontro, parte da Comissão Externa sobre Violência Doméstica contra a Mulher, faz alusão ao dia 25 de Julho, quando se recorda o Dia Internacional da Mulher Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora.

A data visibiliza a trajetória luta e articulação política das mulheres negras pelo fim das violações de direitos causadas pelas desigualdades de gênero e raça, principalmente junto ao poder público. Com a audiência,“o objetivo é promover um espaço de construção para fortalecer a atuação das afro-brasileiras e dar visibilidade no parlamento às estratégias políticas que vêm adotando para o fim do racismo e do feminicídio”, destaca o requerimento das parlamentares Áurea Carolina (PSOL /MG) e Talíria Petrone (PSOL/RJ), responsáveis pela sessão.

Os debates ficarão por conta de Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres Brasil, Alanys Matheusa, coordenadora do MNU/MS (Movimento Negro Unificado); Givânia Silva, da CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas); Luciana Gomes de Araújo, da Articulação Nacional da Marcha das Mulheres Negras Contra o Racismo, a Violência e Pelo Bem Viver/SP; Vitória de Paula Silva, da Rede de Mulheres de Terreiro/MG; Monica Suzana Barbosa da Silva, da Rede Nacional de Mães e Familiares de Vítimas do Terrorismo do Estado/RJ e Elaine Cristina Mineiro da Rede UNEAFRO/SP.

As mulheres negras são as principais vítimas da violência machista e do feminicídio no Brasil. Entre 2006 e 2016, a taxa de assassinatos de mulheres negras aumentou 15,4%, enquanto a de não negras diminuiu 8%, conforme dados do Mapa da Violência 2018.

Em 2018, 4,7 milhões de brasileiras foram vítimas de agressão física no país. Dessas, 55,9% são negras (27,5% pardas e 28,4% pretas), conforme dados de pesquisa recente realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto Datafolha.

Dia das Mulheres Negras

O Dia Internacional da Mulher da Afro-latino-americana, Afro-caribenha e da Diáspora marca a realização do 1º Encontro de Mulheres Negras Latino-americanas e Caribenhas, realizado em Santo Domingo, na República Dominicana, em 1992.

A data passou a integrar o calendário oficial brasileiro em 2014, a partir da promulgação da Lei nº 12.987/2014, elaborada após intensa articulação do movimento de mulheres negras do país, que celebra Tereza Benguela, liderança quilombola contra a escravização de mulheres e homens africanos e afro-brasileiro.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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