Manifestantes cobram resolução do caso de Marielle Franco e Anderson Gomes, assassinados há um mês no Rio de Janeiro. Ato reuniu cerca de 2 mil pessoas no centro da cidade

Texto / Pedro Borges
Foto / Jorge Ferreira

Cerca de 2 mil pessoas participaram do ato em memória a Marielle Franco e Anderson Gomes, assassinados no dia 14 de Março, no Rio de Janeiro. O protesto aconteceu em 14 de abril, sábado, das 16h às 20h, um mês depois da execução da ex-vereadora, e exigiu uma resolução do crime.

O ato foi organizado pela campanha 30 dias por Marielle Franco, que reúne diversas entidades e ativistas do movimento negro para denunciar o assassinato da ex-vereadora e o genocídio negro, que extermina jovens pretos e pardos nas periferias das grandes cidades.

Juliana Gonçalves, militante do Movimento Negro e membro da campanha #30DiasporMarielle, avalia de maneira positiva o ato. Um dos pontos destacados pela ativista foi a diversidade de visões políticas entre os manifestantes.

“Foi um ato de escuta, de encontro de setores e grupo que muitas vezes não conseguem construir algo junto”, afirma.

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Manifestantes pediram fim do genocídio negro durante o ato (Foto: Jorge Ferreira/Mídia Ninja)

Exemplo dessa diversidade foram as falas ao microfone durante a manifestação. A morte de Marielle foi enquadrada como resultado do avanço do conservadorismo e parte do projeto de genocídio negro.

Os manifestantes começaram a concentração do ato a partir das 16h na Avenida Paulista, próximos ao vão livre do MASP. Às 17h30, saíram em marcha com o destino ao Teatro Municipal, no centro da cidade.

Durante a caminhada, palavras de ordem foram pronunciadas de acordo com os princípios da campanha, de denúncia ao genocídio negro e à intervenção militar no Rio de Janeiro, além de recordar as ações políticas de Marielle Franco, defensora dos direitos da população pobre e negra.

“Acredito que foi uma homenagem ao legado de Marielle, às suas ideias e construções”, afirma Juliana Gonçalves.

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Fim da intervenção militar no Rio de Janeiro foi outra bandeira levantada pelos manifestantes (Foto: Jorge Ferreira/Mídia Ninja)

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