fbpx

Votação no Senado, que visa reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos, acontece na quarta-feira, 27 de Setembro. Medida é vista como um retrocesso pelos organizadores do protesto.

Texto / Pedro Borges
Imagem / Alma Preta

Organizações do movimento negro articulam ato contra a redução da maioridade penal no dia 26 de Setembro, terça-feira, das 18h às 21h em frente ao MASP, Avenida Paulista. O protesto é convocado pela Frente Alternativa Preta, a campanha de 30 dias por Rafael Braga, a Agenda Preta, entre outras entidades.

A PEC 33/2012 prevê a redução da maioridade penal de 18 a 16 anos. O relator do projeto, o Senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) é favorável à mudança, que será votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal na quarta-feira, 27 de Setembro. Se aprovado, o projeto entra na pauta do Senado Federal.

Os organizadores do ato acreditam que a redução da maioridade penal fortalece a criminalização da pobreza e o genocídio negro no país.

“Historicamente, no Brasil, há uma cultura de punição com as crianças pobres, moradoras de rua, descendentes dos escravizados. A elite e os filhos da elite também roubam, matam, usam e vendem drogas mas não são afetados pelo punitivismo, pelo encarceramento”, conta Igor Gomes, articulador do ato e integrante da Campanha 30 dias por Rafael Braga.

Ele julga como fundamental a participação popular no protesto, como forma de mostrar uma frente de rejeição à proposta.

“Toda pessoa que acredita que apostar na prisão de crianças e adolescentes é apostar numa sociedade cada vez mais violenta, racista e desigual, que preza pelo cuidado das crianças e adolescentes, devem comparecer”.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com