Em 2017, no Brasil, 80% dos jovens mortos por arma de fogo eram negros e 17,5% eram brancos

Texto / Simone Freire
Imagem / Agência Brasil

As chances de um jovem negro ser assassinado no Brasil cresceu absurdamente. Segundo um levantamento da Fundação Abrinq, nos últimos 20 anos, houve um aumento de 428% de homicídios de jovens negros por arma de fogo no país. A informação foi divulgada pela GloboNews, nesta terça-feira (16).

Em 1997, o número de mortes de crianças e adolescentes negros foi de 1.450. Duas décadas depois, o número registrado chegou a 7.670 mortes. Entre a população de crianças e jovens brancos foram registradas 772 mortes em 1997 e 1.563 mortes em 2017, o que representa um aumento de 102% deste tipo de crime.

Entre os anos de 2016 e 2017, houve um acréscimo de 8% de mortes de crianças e jovens negros. Neste mesmo período, segundo a reportagem, houve um queda de 9% dos homicídios para a população branca da mesma faixa etária.

Regional

A pesquisa também sinalizou os estados em que há maior diferença numérica entre os assassinatos entre jovens negros e brancos. O Ceará é um dos que apresenta maior diferença na proporção. Em 2017, 91,2% dos jovens mortos por arma de fogo eram negros e 3,8% eram brancos. No Rio de Janeiro, 78,1% eram negros e 21,2% eram brancos.

Em São Paulo, a proporção foi diferente. Segundo o levantamento, 51,7% dos jovens mortos eram negros e 47,1% eram brancos. Em todo o Brasil, 80% dos jovens mortos por arma de fogo eram negros e 17,5% eram brancos.

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