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O empresário foi vítima de um acidente enquanto voltava para casa

 Texto / Lucas Veloso | Edição / Pedro Borges | Imagem / Acervo pessoal

Na noite desta terça-feira (22), morreu o fotógrafo Leandro Caproni. Ele foi vítima de uma colisão entre veículos, na zona leste de São Paulo, enquanto voltava para casa.

Caproni, de 27 anos, era dono da produtora de vídeo Sem Cortes Filmes e videomaker oficial da Batekoo, movimento da comunidade negra.

O velório será no cemitério da Vila Formosa, zona leste de São Paulo, às 11h. O enterro deve acontecer às 15h.

O acidente foi provocado por um homem de 18 anos que dirigia um carro de luxo em alta velocidade, sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A ocorrência envolveu dois automóveis e uma motocicleta e matou o condutor da moto na Avenida Alcântara Machado, conhecida como Radial Leste, na noite desta terça-feira, 22.

Segundo as primeiras informações, Gustavo Amaro Silva, motorista da BMW teria completado 18 anos neste mês e estava dirigindo o carro de seu pai. Testemunhas informaram que ele conduzia o automóvel em alta velocidade em direção ao centro quando perdeu o controle, invadiu o canteiro central, derrubou uma árvore e colidiu contra outros dois veículos e uma motocicleta na pista contrária.

Guilherme Santos trabalhou com Leandro na produtora que ele fundou. Ele define o amigo como uma referência. “Eu comecei a trabalhar com ele tinha quase dois meses, ele estudou na mesma faculdade que eu estudo”, relembra. “Eu admirava muito o trabalho dele e fiquei muito feliz com a oportunidade que ele me deu. Agora é muito triste perder um cara tão gente boa e talentoso”, lamenta

Nas redes sociais, a Batekoo lembrou o trabalho do videomaker junto ao grupo. "Ele foi uma das primeiras pessoas que acreditou em nós, tendo inicialmente realizado trabalhos de maneira gratuita e, recentemente, ido conosco para o AFROPUNK Brooklyn, gravar nossa participação. Ele estava muito feliz de estar lá junto conosco. Leandro abraçava todos os nossos projetos e foi a pessoa que melhor capturou a BATEKOO. Foi um dos profissionais mais talentosos que conhecemos na nossa trajetória e estava caminhando para o auge de seu sucesso no audiovisual".

O interesse de Caproni por audiovisual começou na juventude. Muito ligado a filmes, percebeu na adolescência que o mundo da imagem o atraia muito. Morador da região periférica de São Paulo, sofreu forte influência da cultura urbana.

A primeira produção foi o documentário "O Complexo de Vira-Latas", ainda na faculdade. Depois vieram outros trabalhos, como "Morada", sobre a vida de moradores de cortiço; o documentário "Fotografar", sobre os caminhos da fotografia em novas plataformas; e o documentário "Resisto", que conta a influência dos Black Panthers no movimento negro brasileiro.

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
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