Governo do RJ não tomou atitude sobre pedido de proteção contra ameaça de morte sofrido pela deputada Talíria Petrone

Texto / Lucas Veloso I Imagem / Acervo Pessoal I Edição / Pedro Borges

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) está sendo vítima de ameaças de mortes. Em abril, a Polícia Federal obteve informações de conversas que apontam para um plano contra a parlamentar.

Segundo a instituição, as ideias identificadas na dark web - onde todos os servidores de rede são inalcançáveis na Internet, por requererem softwares, configurações ou autorizações específicas para o acesso - estariam sendo elaborados desde 2018.

A partir desse momento, a parlamentar está sendo acompanhada por agentes da Polícia Legislativa em todos os lugares nos quais circula em Brasília.

Com a gravidade das ameaças, a própria Polícia Federal informou o caso ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia. Por sua vez, o presidente da Câmara dos Deputados enviou ofício ao governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, solicitando proteção e escolta 24 horas quando a parlamentar estiver no Rio de Janeiro.

O primeiro ofício de Maia foi enviado em 23 de abril. Diante do silêncio do governador, em 10 de maio, o presidente da Câmara Federal enviou nova solicitação para reiterar o pedido. Nenhum dos dois teve retorno.

Em maio, a bancada do PSOL no Congresso também enviou ofício ao governador pedindo para tratar do assunto, mas até o momento, não houve respaldo sobre o caso.

Às 6h15 desta quinta-feira, Talíria também se manifestou em sua conta no Twitter. “Recebo ameaças de morte desde ano passado. Em abril, a Polícia Federal obteve informações sobre um plano contra mim — e desde então ando com escolta da Polícia Legislativa em Brasília. Já no Rio, o governo ignora a segurança de uma parlamentar eleita”, escreveu.

O caso estava sendo tratado com sigilo, conforme sugerido pelos órgãos de segurança, mas devido a falta de respostas do Governo, “resolvemos trazer a público para buscar uma solução pública. Não trata-se de um pedido pessoal, mas de garantir o direito de que uma parlamentar eleita exerça seu mandato em segurança”, diz a nota oficial da deputada, onde denuncia a omissão do governador no caso.

Talíria faz parte do PSOL, mesmo partido que a vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março do ano passado junto com seu motorista, Anderson Gomes.

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