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Terceiro ano do evento leva o debate para a periferia da Freguesia do Ó e reivindica legalização da maconha

Texto / Thalyta Martina
Imagem / Divulgação

A 3ª Marcha da Maconha da Zona Norte organizada pelo coletivo Natural Dub de São Paulo acontece no dia 03 de junho, a partir das 14 horas, na Praça Dona Amália G Solitári, no bairro Freguesia do Ó em São Paulo.

A marcha teve sua primeira edição em 2016 na Zona Norte e teve com tema “Fogo na Bomba e Paz na Quebrada”. Em 2017, na segunda edição, o tema foi “Quebrar Correntes e Plantar Sementes”, esse ano é "Uma guerra onde não há vencedores não pode ser chamada de guerra e sim de massacre”.

O objetivo do evento, de acordo com a descrição no evento do Facebook, é “se juntar para trocar uma ideia, curtir um som e nos unir pela luta. A gente tá ligado que esse debate não pode ficar ficar só no centro. Precisamos trazer ele quebrada, que é aqui que a corda aperta no pescoço.”, diz.

Os organizadores explicam que a maconha, assim como todas as drogas, foi proibida principalmente para servir de desculpa para o Estado e as elites criminalizarem, matarem e prenderem todas os grupos sociais marginalizados.

“E é isso que nós vivemos e vemos no dia a dia. Os mortos e presos em nome das drogas são os nossos. Seguimos sendo reprimidos pela polícia em nosso cotidiano e seguimos vendo a desculpa das drogas sendo usada para nos calarem.”

Além dos debates, o evento contará também com atrações musicais. Entre elas, Sound System - Natural Dub SP, Bruna Muniz, DJ Batata'killa, May Sistah, Chavões ZN SP, Cb Quartel General, Ktarse, Instinto Favela R.A.P e Sistah Mari.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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