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O Alma Preta elencou uma lista de publicações que ressaltam a representatividade e autoria negra

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Divulgação

A pandemia do Covid-19 está mudando toda a rotina do país. Comércios, escolas, festas, entre outras atividades tiveram que cancelar suas agendas para que a população pudesse praticar o isolamento a fim de conter a rapidez da disseminação do vírus, que já matou milhares de pessoas em todo o mundo.

Com as escolas fechadas, a rotina domiciliar precisa se ajustar. O Alma Preta elencou algumas produções da literatura afro-brasileira para ler com a criançada em casa. Confira!

Os nove pentes d’África

A escritora Cidinha da Silva é a autora de Os nove pentes d'Àfrica (Mazza Edições), que conta a história de uma família. Os pentes herdados pelos nove netos de Francisco Ayrá são a pedra de toque para abordar a pulsão de vida presente nas experiências das personagens e rituais cotidianos da narrativa.

Bucala: A pequena princesa do quilombo do cabula

De autoria de Davi Nunes, a obra resgata o nome de um quilombo histórico no centro de Salvador, na Bahia, o Cabula. O livro, que foi publicado pela Editora Uirapuru, reconta a história do quilombo por meio da figura da princesa quilombola que tem o cabelo crespo em formato de coroa de rainha e possui poderes que protegem o quilombo dos escravocratas e capitães do mato.

Meu crespo é de rainha

Desta vez, a autoria é de bell hooks. Meu Crespo é de Rainha (Selo Boitatá da Boitempo) enaltece os fenótipos negros e o faz em forma de poema rimado e ilustrado. O livro é indicado para crianças a partir de três anos.

Amora

Primeiro livro do rapper Emicida, o livro fala sobre a importância da valorização de quem somos. “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”. Amoras (Companhia das Letrinhas) traz o enaltecimento da beleza negra por meio de alusões com a natureza e o reconhecimento de si.

Pequeno Príncipe Preto

Criar um repertório para as crianças negras aprenderem a amar suas características, respeitarem a ancestralidade africana e terem auto estima para enfrentar o racismo em situações do cotidiano como na escola e no parque é o objetivo por trás do livro infantojuvenil “Pequeno Príncipe Preto”, de autoria do ator, diretor, roteirista, filósofo e cientista social Rodrigo França, vencedor de prêmios como o “Botequim Cultural”, por seu trabalho e militância em valorização da negritude.

Com ilustrações de Juliana Barbosa, o livro conta a história de um menino que vive em um planeta minúsculo onde sua única companheira é uma árvore Baobá. O menino viaja por diferentes planetas, espalhando lições de amor, empatia e a importância de as pessoas valorizarem quem são e de onde vieram.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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