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Trabalho reúne artigos, textos, manuscritos, depoimentos e entrevistas inéditos da intelectual

Texto / Thalyta Martins
Imagem / Reprodução

O livro autoral “Beatriz Nascimento: intelectual e quilombola. Possibilidade nos dias de destruição” será lançado pela União dos Coletivos Pan-Africanistas de São Paulo (UCPA) no dia 6 de dezembro, quinta-feira, a partir das 18h na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.

Apesar de sua importância e relevância, Beatriz Nascimento ainda é pouco conhecida e somente uma pequena parte de sua produção textual encontra-se disponível. Por isso, o objetivo do lançamento é manter vivo o legado e as contribuições do pensamento preto-autônomo para o maior conhecimento da história negra. O livro reúne artigos, textos, manuscritos, depoimentos e entrevistas inéditos da autora.

O evento é gratuito e colaborativo. Sucos, frutas, bolos, salgados ou aquilo que for possível e viável para um café comunitário é bem vindo.

Sobre Beatriz Nascimento

Beatriz do Nascimento (1942-1995) foi uma mulher negra transatlântica, historiadora, teórica, escritora, militante do movimento negro brasileiro, e principalmente, quilombola. Certa vez, ela declarou: “Eu queria um Quilombo não necessariamente aqui. Um quilombo onde eu sei, algum antepassado meu viveu.”

Pesquisou, teorizou e escreveu por mais três décadas. Seus estudos analisaram, de forma pioneira, temas como territórios, subjetividades e corpos negros. Beatriz questionou as narrativas históricas consolidadas que reduziam homens e mulheres negras a condição de escravos, objetos e mercadorias. Por meio de suas pesquisas, ela procurou reconstituir a história dos Quilombos no Brasil enfatizando sempre a autonomia e a subjetividade negra.

Serviço

Lançamento “Beatriz Nascimento: intelectual e quilombola. Possibilidade nos dias de destruição”
6 de dezembro, quinta-feira
18h, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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