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Primeira edição completa do evento fora de Brasília traz reintegração de posse como tema; abertura do encontro será com o bloco Ilú Obá De Min

Texto / Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Divulgação

O Latinidades - Festival da Mulher Afro Latino Americana e Caribenha chega, pela primeira vez, a cidade de São Paulo. O evento será entre os dias 23 e 27 de julho no Centro Cultural São Paulo (CCPP).

A 12ª edição do evento terá programação gratuita e variada com mesas de debates, feira de empreendedorismo negro, oficinas e shows. A abertura será com a força dos tambores femininos do bloco Ilú Obá De Min e todas as atividades necessitam de pré inscrição pela internet.

Além de fazer referência ao dia 25 de julho, data estabelecida como o Dia da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha desde 1992, a edição de São Paulo traz o tema Reintegração de Posse.

De acordo com a organização do Latinidades, esse tema foi pensado para refletir sobre as contribuições da população negra nas ciências, na tecnologia, nas artes, na política e em todos os campos do conhecimento.

“Não à toa, buscamos inspiração em Lélia Gonzalez e Erica Malunguinho”, compartilha a coordenadora geral do evento Jaqueline Fernandes.

Criado em Brasília, o festival surgiu como uma iniciativa de fortalecimento de identidades, da formação política e técnica, do empreendedorismo e estímulo à produção artística, cultural e intelectual de mulheres negras.

O encerramento da edição será marcado por uma festa na Casa Natura Musical. Esse é o único momento do encontro com venda de ingressos.

Serviço:

12ª edição do Festival Latinidades

Quando: de 23 a 26 de julho, terça-feira à sexta-feira

Onde: Centro Cultural São Paulo (CCSP) na Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, São Paulo - SP

A entrada é gratuita e a classificação etária é livre.

Festa de Encerramento

Quando: 27 de julho, sábado, a partir das 20h

Onde: Casa Natura Musical na Rua Artur de Azevedo, 2134, Pinheiros, São Paulo - SP

A entrada requer apresentação do ingresso e a classificação etária é de 16 anos.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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