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Show do bloco afro será às 16h do dia 12 de julho e será transmitido da Senzala do Barro Preto, no Curuzu, em Salvador

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Divulgação

“E a coisa mais linda de se ver? É o Ilê Ayê”, canta os versos de uma das músicas mais famosas do bloco afro. Neste domingo (12), os músicos do Ilê Aiyê vão subir a famosa Ladeira do Curuzu, em Salvador, para chegar à Senzala do Barro Preto, sede do bloco, de onde será transmitida a primeira live da banda a partir das 16h. A percussão e a beleza do bloco afro estarão no ar pelos canais do YouTube da Macaco Gordo e do Ilê Aiyê.

Dirigida por Chico Kertész e titulada de Ilê Vivo, a live será apresentada pelo ator baiano Sulivã Bispo no seu personagem Koanza Auandê, uma drag queen preta, e pelo poeta James Martins. Serão cerca de duas horas de show com músicas do repertório do bloco que, além de colocar a galera para dançar, pauta reflexões e a exaltação da beleza negra. A live do Ilê Aiyê vai arrecadar fundos para a manutenção dos projetos sociais da entidade, que funcionam na Senzala do Barro Preto.

Os tambores conhecidos em todo mundo pelos toques que embalam milhares de pessoas, principalmente no Carnaval de Salvador, serão agora um convite para que os admiradores do bloco contribuam para a permanência da execução dos seus projetos sociais, como as escolas Mãe Hilda e Band’erê, que já formaram milhares de crianças e jovens de Salvador, dando a eles a oportunidade de trilhar um caminho de êxito através da arte e da educação. O Ilê Vivo vai contar com a participação de ex-alunos dos projetos sociais, dando seus depoimentos sobre a presença marcante do Ilê Aiyê na sua formação.

Um dos ex-alunos das escolas do Ilê Aiyê é o mestre da Band’Aiyê, Mário Pam, 42 anos, que ingressou na Band’erê em 1992 e, desde 2005, responde pela regência da banda da casa. Hoje, Pam é formado em Música e desenvolve seus próprios projetos sociais, além de ter carreira solo como cantor, compositor e percussionista.

“Como jovem de periferia, não tinha lazer e o tambor virou minha diversão e um meio de formação como cidadão e homem negro dentro da sociedade. Por meio do Ilê, descobri que poderia ter um caminho. Graças ao bloco, já viajei para muitos países, gravei com artistas como Criolo, Daniela Mercury e Bjork, e hoje tenho respeito no meio musical”, conta Pam.

Assim como Pam, outras tantas carreiras artísticas nasceram nas escolas do Ilê Aiyê. A Band’erê desde 1992 oferece aulas de percussão, dança, canto e cidadania e, ao longo desses 28 anos, contribuiu com a formação de mais de 1 mil crianças. Já a Escola Mãe Hilda abriu suas portas em 1988, oferecendo ensino regular nos níveis Educação Infantil e Ensino Fundamental – Ciclo I, para crianças na de 7 a 12 anos de idade. Mais de 1.500 crianças já passaram pela instituição.

O Ilê também idealizou, em 1995, sua Escola Profissionalizante, que já capacitou 7 mil jovens e adultos com cursos de percussão, dança, confecção de instrumentos percussivos, informática, telemarketing, eletricidade predial, confecção de bolsas e acessórios, estética negra, dentre outros.

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