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Saulo Rodrigues começou a fotografar na casa dos avós, onde se recuperava de um problema na coluna; apaixonado por registrar pessoas, ele busca dar novos passos na carreira profissional

Texto: Guilherme Soares Dias | Edição: Nataly Simões | Imagem: Acervo Pessoal

Saulo Rodrigues, 36 anos, nasceu e cresceu na Tijuca, no Rio de Janeiro, e sempre foi curioso e gostou de pessoas. O amor pela fotografia surgiu quando ele teve um problema de coluna em 2017 e teve que ficar de dois a três meses afastado do trabalho. Para passar o tempo, começou a fotografar na casa dos avós, onde se recuperava. As primeiras fotos foram feitas pelo celular e registravam o cotidiano dos avôs, como o avô pegando sol na janela e a avó lendo a bíblia todo dia de manhã.

Como tinha emprego formal de auxiliar administrativo, a fotografia se tornou um hobby. Nunca perdeu, no entanto, o objetivo de tê-la como trabalho principal. “É algo que amo fazer. Gosto de registrar momentos, sorriso, olhar, coisas aleatórias que estejam acontecendo”, conta.

Quando começou a pandemia da Covid-19, o novo coronavírus, Saulo perdeu o trabalho e teve o incentivo que faltava para se dedicar de vez à fotografia. “Comecei a correr atrás. Peguei a minha câmera, comecei a fazer cursos, me especializei e passei a fazer fotos de maneira profissional”, relata.

Hoje, Saulo vive da fotografia e também o desafio de ser empreendedor pela primeira vez, já que oferece os seus serviços de forma autônoma. “Estou aprendendo bastante e correndo atrás para ter meu nome reconhecido. Minha história está sendo escrita e tem muita página para ser preenchida”, diz ele, que é pai de Maria Flor, de um ano, vascaíno, geminiano e está sempre com um sorriso no rosto.

Nas fotos que faz dá para perceber a paixão pela fotografia, pelos momentos e pessoas. “Gosto de resgatar a autoestima delas, uma fotografia bem tirada dá a sensação de estar bem consigo mesma”, ressalta.

Atualmente, o fotógrafo trabalha com ensaios. “Fotografia, para mim, significa memória, eternizar o tempo. É algo sensorial, não apenas uma imagem, que vem repleta de significados e memórias”, considera. Os próximos passos de Saulo são começar a fotografar casamentos e editoriais de moda. “É o que vou buscar a partir de agora”, adianta.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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