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Longa-metragem “Mundo Deserto de Almas Negras”, com uma São Paulo “invertida”, estreia nesta sexta-feira (14), às 21h30, no YouTube

Texto: Redação I Edição: Nataly Simões I Imagem: Divulgação

O longa metragem de ficção “Mundo Deserto de Almas Negras” com os protagonistas Naruna Costa e Sidney Santiago apresenta uma inversão no recorte racial da cidade de São Paulo. No filme, os moradores dos bairros ricos, onde vivem a elite da cidade, a população é negra. Na outra ponta da sociedade, os brancos vivem nas periferias pobres e violentas. O filme é dirigido por Ruy Veridiano e estreia no YouTube nesta sexta-feira (14).

Com os conflitos gerados pela criminalidade e pela corrupção, o roteiro do longa alinha uma trama onde se vê o racismo e as tensões sociais por outras perspectivas graças ao trabalho do elenco formado por Lucélia Sérgio Conceição, Aldo Bueno, Oswaldo Faustino, Paulo Américo e Kenan Bernardes. Edson Montenegro, Janaína Leite, entre outros, dão vida a políticos, matadores de aluguel, mulheres fatais e advogados.

O filme foi gravado em 2016 e o personagem Oscar (Sidney Santiago) é um homem rico que tem ligações com uma facção criminosa. Um problema no esquema ilegal gera uma série de desdobramentos violentos que prendem a atenção do espectador. A obra também é um passeio por diversas referências da cultura popular e da formação racial do Brasil. A trilha sonora segue a mesma linha de experimentação misturando o Rap e a MPB.

Confira o trailer:

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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