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Com uma maratona de 12 horas de programação, evento online será transmitido nas redes sociais nos dias 18, 19 e 20 de setembro

Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Luciana Faria

Criado para promover a arte e a ação cultural das periferias a partir da potencialidade dos meios digitais para divulgação de artistas independentes em diferentes territórios, o Festival Favela em Casa reúne mais de 35 atrações online entre shows de música, performances teatrais e de dança, profissionais do cinema e da literatura, artistas visuais e pensadores em uma maratona de 12 horas de programação nos dias 18, 19 e 20 de setembro.

A iniciativa é uma idealização do coletivo Favela em Casa e conta com o apoio do Sesc São Paulo, que direciona a estrutura de suas redes sociais para dar visibilidade à arte urbana e periférica. “Criamos um festival para ser gerenciado e produzido por uma equipe composta, majoritariamente, por pessoas periféricas, pretas e independentes, protagonistas e responsáveis pela condução da narrativa que queremos compartilhar”, conta Andressa Oliveira, idealizadora do festival.

O articulador cultural e fotógrafo Marcelo Rocha acrescenta que o evento é a realização de um sonho. “O Festival surgiu do nosso sonho de movimentar e incentivar os artistas das nossas comunidades, especialmente nesse momento de pandemia. Esse nosso sonho se tornou maior com a parceria do Sesc, que foi fundamental para a visibilidade dos nossos artistas e da nossa causa, que também passa pela sustentabilidade socioeconômica dos trabalhadores da cultura nas favelas”, compartilha.

A abertura do evento vai contar com um show da cantora Drik Barbosa, com transmissão ao vivo, às 19h do dia 18, pela série #EmCasaComSesc no Instagram do Sesc Ao Vivo e pelo canal do Sesc SP no YouTube.

As demais atrações serão exibidas pelo canal do Festival Favela em Casa no Youtube e Instagram do Festival Favela em Casa. Nove unidades do Sesc também transmitirão trechos da programação em suas redes sociais. São elas: Campo Limpo, Carmo, Itaquera, Ipiranga, Parque Dom Pedro II, Santana, Santo André, São Caetano e Vila Mariana.

As transmissões ao vivo serão intercaladas com gravações realizadas no Estúdio Curva, na capital paulista. Além de apresentações artísticas, haverá uma série de talks sobre carreira, memória e literatura com artistas e outras figuras que trazem novos olhares para a produção cultural e intelectual da cidade.

Para conferir a programação completa, acesse a página do Festival Favela em Casa no Instagram.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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