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Em programação virtual, representantes das comunidades do noroeste da capital paulista promovem a 1ª FLINO - Festa Literária Noroeste; evento conta com mais de 40 atrações

Texto: Victor Lacerda | Edição: Flávia Ribeiro | Imagem: Jéssica Moreira / Divulgação

Com o objetivo de fortalecer a cena cultural e literária da periferia noroeste de São Paulo, representantes de movimentos sociais e culturais locais promovem a primeira edição da FLINO - Festa Literária Noroeste. Em programação com mais de 40 atrações, entre saraus, slam, feira de livro, contação de história, batalha de MCs e rodas de conversa. O evento poderá ser acompanhado virtualmente entre os dias 2 e 5 de dezembro, no canal do Youtube e na página do Facebook da Flino.

A FLINO é gratuita, contará com mais de 40 atrações e é resultado de um projeto formado por representantes de movimentos sociais e culturais locais, das bibliotecas Brito Broca (Pirituba), Érico Veríssimo (Parada de Taipas), Padre José de Anchieta (Perus), CEU Pêra Marmelo (Jaraguá), CEU Vila Atlântica (Pirituba), CEU Anhanguera (Morro Doce) e CEU Perus. 

O evento ainda celebra a contribuição do educador e articulador social José Soró, falecido em 2019, aos 55 anos. Considerado como importante ativista na luta pela valorização cultural da região noroeste e periférica da cidade, ele será tema da primeira roda de conversa da festa. O nome do debate homenageia a hashtag #FerveTerritório, usada anteriormente por Soró para promover sua ações via redes sociais. Com mediação de Beth Pedrosa, da Biblioteca Padre José de Anchieta, a mesa contará também com a participação de Cleiton Ferreira (Comunidade Cultural Quilombaque), Valéria Pássaro (Casas Taiguara) e o educador Sérgio Francisco. 

Devido à pandemia de Covid-19, o novo coronavírus, a festa terá transmissões ao vivo com atividades que debatem temas ligados às questões étnico-raciais, juventudes e memória. Toda a programação pode ser acompanhada nas redes sociais da Flino, a partir das 20h. 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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