O AFROLAB para Elas foi idealizado com a proposta de fortalecer, econômica, política e socialmente as mulheres negras, o grupo que experimenta a desigualdade de maneira mais profunda no país.

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Apoiar, promover e impulsionar o afroempreendedorismo no Brasil, por meio da oferta de conhecimento e capacitação técnica, com foco em inovação e inventividade. Esse é o objetivo do AFROLAB, que ganha uma edição exclusiva para mulheres negras: o AFROLAB para Elas. Idealizado pela Feira Preta, o projeto foi selecionado, em junho, no edital Negras Potências, e será viabilizado por meio de matchfunding, na plataforma de financiamento coletivo Benfeitoria, em parceria com o Movimento Coletivo, plataforma de investimento social da Coca-Cola.

A meta é arrecadar entre R$ 76 mil e R$ 127. As doações podem ser feitas por médias e grandes empresas e pessoas físicas, até o dia 30 de outubro.  Para cada R$ 1,00 doado, o Movimento Coletivo contribuirá automaticamente com R$ 2,00, triplicando o valor arrecadado. É possível contribuir com valores entre  R$ 10 e R$ 10 mil, direto na página do projeto na plataforma. Como contrapartida, os apoiadores terão sua colaboração revertida em consultoria, palestras, diálogos sobre diversidade, vivências dentro do projeto que podem ser adaptadas para grupos empresariais, entre outras recompensas, como pôsteres, camisetas e copos da Feira Preta, de acordo com o regulamento.


Com metodologia inédita e exclusiva, o
AFROLAB para Elas conta com atividades de autoconhecimento, ciclos de imersão criativa, aprendizagem, cursos e workshops. A proposta é fortalecer, econômica, política e socialmente, as mulheres negras, grupo que experimenta a desigualdade de maneira mais profunda no país. Segundo dados do Instituto Locomotiva e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), os empreendedores brasileiros movimentam cerca de R$ 1 trilhão em renda própria por ano, mas apenas 36% deste valor é movimentado por empreendedores negros. Por motivos estruturais, negros e pardos enfrentam dificuldades em acessar os mesmos investimentos e ferramentas de capacitação que os empreendedores brancos já dominam.

 

“Queremos chamar a atenção dos investidores para a importância de apoiar o trabalho de afroempreendedores e para que deixem de olhar para esses negócios como artesanato. Temos conhecimentos e saberes ancestrais aos quais queremos dar mais visibilidade, mas não possuímos poder econômico para contar com a ajuda de um investidor", afirma Adriana Barbosa, idealizadora do projeto e presidente da Feira Preta.

 

A empreendedora reforça que mesmo movimentando mais de R$ 200 bilhões por ano, o empreendedor negro no Brasil recebe 40% menos que o empreendedor branco pelo seu trabalho. "Com o apoio do Pretas Potências será possível levar o Afrolab para Belém (PA), Vitória (ES), Brasília (DF) e Porto Alegre (RS), impactando diretamente mais de 100 famílias”, explica.

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