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Site Influência negra listou alguns canais, sites e páginas que falam dos mais diversos assuntos

Texto / Influência Negra
Imagem / Tati Sacramento e Tia Má / Reprodução Youtube

Em pleno 2019 é praticamente impossível não associarmos a internet como parte quase que fundamental da nossa comunicação diária. Quem não assiste vídeos no YouTube? E quem não acompanha e acaba se inspirando em personalidades famosas no Instagram, não é mesmo?

Mas quantos desses canais que curtimos têm pessoas negras a frente? Qual é a cor predominante no feed do Instagram ou nas outras redes sociais que seguimos? O número de canais, sites e páginas comandados por negros que falam dos mais diversos assuntos é enorme e é de extrema importância que nós, enquanto comunidade ativa no universo online, estejamos presentes não somente para dar apoio aos nossos, mas também para termos a certeza de que estamos sendo representados e ocupando todos os espaços que temos direito.

Ainda não sabe quem acompanhar? Problema resolvido! Fizemos aqui uma lista com 15 canais que valem a pena clicar e compartilhar com os amigos.

A Família Quilombo é um canal, como o nome já sugere, composto por uma família: Adriana, Jones e os pequenos Akins e Dandara. Aqui os temas são lifestyle, educação e a vida cotidiana dessa família linda.

AD Junior produz um conteúdo de valor histórico que nos aproxima das nossas origens e explica temas sensíveis como racismo, meritocracia, dívida histórica e o lugar do negro na sociedade de maneira didática.

 O canal de Cleyton Santanna, jornalista, trata de temas relacionados à sua profissão mas também tem abordagens sobre masculinidade tóxica, autoestima, atualidades e vlogs.

Tia MáTia Má, jornalista e comediante, usa o humor para falar de um assunto delicado: relacionamentos. Seus vídeos curtinhos fazem o espectador entender muita coisa e rir da situação ao mesmo tempo

 

Robson Rodriguez, do canal (Feeling Hack), é um entusiasta sobre terapias alternativas e fala sobre o processo diário de autocuidado e como devemos reservar um tempo para nós mesmos em meios às dificuldades do dia a dia, refletindo sobre autoestima, meditação e expansão de consciência.

Luci Gonçalves tem um canal bastante eclético: ela fala de beleza, sobre a vida na periferia, tem um quadro sobre comidas e fala também sobre sexualidade, sempre de maneira muito descontraída.

Um Abadá Pra Cada Dia, de Patrícia Rammos, é um canal sobre literatura e resenhas, autoestima e as reflexões de uma vida no exterior, já que Patrícia vive nos EUA.

Papo de Quinta é um canal sobre o mundo da música e que fala sobre o tema de maneira bastante informal, trazendo reviews de clipes, premiações e shows.

 Ana Claudino, do canal Sapatão Amiga, traz para a redes narrativas lésbicas, representatividade, política e suas experiências como mulher negra e sapatão.

Soul Vaidosa é o canal de Xan Ravelli e fala sobre dicas de beleza do corpo e da alma, como descreve a autora, além de maternidade, estética, feminismo negro e rotina em família.

Gerson Saldanha é internacionalista, youtuber, cantor e compositor. Seu canal trata de diversos assuntos com destaque para temas de viagem e música.

O Tela Preta TV fala de entretenimento, poder e novas narrativas, tudo isso contando por jovens negros dos mais diversos campos do audiovisual e pensando como uma televisão que atenda demandas de quem precisa de representatividade.

 Shane Vidal, músico e youtuber, busca utilizar uma linguagem simples pra falar de música e temas relevantes para a população como masculinidades e autoaceitação.

E se alguém usasse uma pizza para explicar feminismo? A Neggata é cientista social e fala de assuntos polêmicos envolvendo raça e gênero, mas também fala sobre estética e autoestima.

Boletos, responsabilidades, expectativas x realidade: A Mari criou o canal De Mudança para ajudar as pessoas nessa saga que é morar sozinha(o), com dicas que vão desde DIY a planejamento financeiro.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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