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Atividade que acontece no Sesc Ipiranga aborda subjetividade relativa ao universo de homens negros

Texto / Amauri Eugênio Jr.
Imagem / pexel.com

O que você queria ter sido na infância? Qual era o perfil de garoto que você gostaria de ter? Como familiares, professores e demais pessoas te recriminavam, pois era necessário seguir um modelo estabelecido pela sociedade?

É notório que meninos negros são condicionados a ter determinado tipo de comportamento na infância, pois esse é o primeiro estágio da formação do indivíduo em âmbito social.

Como consequência, homens negros têm de seguir determinado padrão social no qual são incentivados a não demonstrar nenhum tipo de sentimento, afetividade ou complexidade psicológica, uma vez que seus corpos são vistos como máquinas para trabalhos braçais. E, desse modo, eles têm a percepção de humanidade e a subjetividade pessoal negadas.

Aspectos relacionados ao papel do homem negro na humanidade são retratados na roda de conversa “Masculinidades pretas: que homem preto eu quero ser?”, que faz parte da programação do festival "Fricções negritudes".

Promovida pelo Asili Coletivo, a atividade, que acontecerá domingo (3), no Sesc Ipiranga, tem como objetivo promover reflexão e debate sobre o modelo vigente de masculinidade relegado a homens negros e quais possibilidades são possíveis nesse cenário, cujo objetivo é romper com o modelo tóxico estabelecido pela sociedade civil.

Saiba mais

A roda de conversa “Masculinidades pretas: que homem preto eu quero ser?” será realizada dia 3 (domingo), às 14h, na área de convivência do Sesc Ipiranga (rua Bom Pator, 822, Ipiranga, São Paulo).

No mesmo dia, às 18h, será apresentado no teatro do espaço o espetáculo “Farinha com açúcar ou sobre a sustança de meninos e homens”, que contará com participação de Jé Oliveira e Banda.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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