fbpx

Encontro na segunda-feira (30), às 19h, via Google Meet, conta com a participação de membros de organizações do movimento negro para debater desdobramentos e consequências da pandemia nas periferias brasileiras

Texto: Victor Lacerda | Edição: Nataly Simões | Imagem: Getty Images

Com o tema "Periferia, Movimento Negro e COVID-19: Perspectivas interseccionais de quebrada", a UneAfro (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora) em parceria com a Universidade da California, Santa Barbara & Social Science Research Council (SSRC), realiza um painel online de discussão sobre os desdobramentos e impactos da pandemia para a população negra e periférica. O evento acontece na segunda-feira (30), a partir das 19h, no  pela plataforma Google Meet

A roda de conversa é fruto do projeto "Desigualdades sociais persistentes: COVID-19 e a resposta das comunidades negras no Brasil, Colombia e Kenya" promovido pela rede de apoio que dá origem ao painel.

Com o objetivo de discutir subtemas como a falta de medidas preventivas mediadas pelo Estado brasileiro e a continuidade de serviços essenciais, ocupados majoritariamente por pessoas de regiões periféricas, o evento trará possíveis encaminhamentos sobre a intervenção do governo na saúde dentro das periferias e a falta de políticas públicas efetivas nessas regiões.

Em construção coletiva, o painel contará com a presença da psicóloga Cátia Cristina Cipriano, o membro da Coalizão Negra por Direitos, Maurício D Melo; a estudante e coordenadora de núcleo da UneAfro, Victória Alves; a agente popular de saúde e técnica de segurança, Sandra Regina; o professor de história e fundador da UneAfro, Douglas Belchior; e a líder comunitária e agente popular de saúde, Alessandra Cândido. 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com