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Acampamento é organizado pelo Círculo Palmarino, organização nacional do movimento negro; campanha de financiamento coletivo está no ar para cobrir com os gastos do evento

Texto / Pedro Borges
Imagem / Divulgação

O I° Acampamento Estadual de Juventude Negra acontece entre os dias 25 e 27 de Janeiro, em Porto de São Matheus, Espírito Santo. O encontro é articulado pelo Círculo Palmarino e tem o objetivo de reunir jovens negros e negras para um momento de formação, vivência e interação.

Durante o encontro, haverá momentos de reflexão sobre história e as relações raciais no Brasil, momentos de interação entre os participantes, intervenções culturais e visitas em pontos importantes do quilombo a receber a atividade, chamado de Território Sapê do Norte e marcado pela ancestralidade e resistência negra.

O acampamento é o primeiro momento de uma série de formações que o Círculo Palmarino desenvolverá em 2019 voltada à juventude negra. Para a entidade, é necessário fortalecer a rede de jovens, que têm atuação nos territórios periféricos, e desenvolver as lutas sociais no país.

"Vivemos num momento de ameaça e retrocessos nas árduas conquistas que tivemos para a população negra e também de um possível acirramento dos conflitos raciais. Por isso, precisamos investir na formação da nossa juventude. O Acampamento será um momento de construir coletivamente a nossa resistência", destaca Winny Rocha, coordenador do Círculo Palmarino.

O evento também prestará uma homenagem ao dirigente sindical Valdecir Gomes Nascimento, quem faleceu no dia 23 de Janeiro, quarta-feira. Secretário de Comunicação do Sindisaúde e trabalhador do Hospital Antônio Bezerra de Farias, ele será homenageado com o nome do acampamento.

Para viabilizar o encontro, os organizadores construíram uma campanha online de financiamento coletivo para arcar com os custos da atividade.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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