fbpx

Peça fica em cartaz até o dia 27 de outubro, no Teatro Oficina, em São Paulo

Texto / Nataly Simões | Edição / Pedro Borges | Imagem / Divulgação/Vanderlei Yui

No Teatro Oficina, em São Paulo, o espetáculo “Odara: Tradição, Cultura e Costumes de um Povo” apresenta a criação do mundo segundo referências da mitologia yorubá. A peça reúne em seu elenco mais de 65 artistas, em sua maioria negros, entre atores, bailarinos, dançarinos e músicos.

Segundo a mitologia yorubá, a origem do mundo partiu de Olorun, o “Senhor Supremo do Universo”, que resolveu acabar com o ócio ao criar um planeta habitado por seres semelhantes a ele. Olorun convocou todos os Orixás e, sob o comando de Obatalá, ordenou o surgimento de Ayê, a terra.

Em cartaz até o dia 27 de outubro, o espetáculo aborda o surgimento da terra através de manifestações populares como danças dos orixás, capoeira, samba-reggae e roda de samba. A peça também mostra a resistência do povo negro para manter vivas suas tradições em meio ao sofrimento provocado pela escravidão.

O diretor do espetáculo, Márcio Telles, é conhecido por propor em seus trabalhos artísticos o resgate da ancestralidade africana. De acordo com Telles, “Odara: Tradição, Cultura e Costumes de um Povo” traz questões que o tocaram mais intimamente.

“Caminho nesse chão há muito tempo e recolhi dentro de todo o período de pesquisa aquilo que me tocava de forma muito profunda dentro do nosso território negro”, conta. “A peça tem um conceito de narrativa e uma visão estética que lhe são muito peculiares. ‘Odara’ propõe um novo grito, uma nova revolução, uma retomada dos territórios e das ruas, uma chamada de alegria e afeto contra qualquer tipo de escravidão, violência e intolerância”, completa.

Com duração de 120 minutos, o espetáculo será apresentado somente aos finais de semana de outubro. Os ingressos estão disponíveis para venda na internet e na bilheteria do Teatro Oficina (aberta uma hora antes da peça).

Serviço:

Peça “Odara: Tradição, Cultura e Costumes de um Povo”

Quando: Até 27 de outubro

Onde: Teatro Oficina | Rua Jaceguai, 520, Bixiga, São Paulo - SP

Classificação indicativa: 12 anos

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (estudantes, maiores de 60 anos, professores de rede pública, classe artística mediante comprovação, moradores do bairro mediante comprovante de residência), R$ 5 (estudantes secundaristas de escola pública, imigrantes, refugiados, moradores de movimentos sociais de luta por moradia mediante a comprovante) limitados a 10% da lotação diária.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

Apoie o Alma Preta e nos ajude a continuar contando todas essas histórias.

Vamos fazer jornalismo na raça!

Sobre o Alma Preta

O Alma Preta é uma agência de jornalismo especializado na temática racial do Brasil. Em nosso conteúdo você encontra reportagens, coberturas, colunas, análises, produções audiovisuais, ilustrações e divulgação de eventos da comunidade afro-brasileira. Nosso objetivo é construir um novo formato de gestão de processos, pessoas e recursos através do jornalismo qualificado e independente.

Contato

E-mail
jornalismoalmapreta(@)gmail.com