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Ação acontece nesta quinta-feira (28) e tem as páginas FimDaUPP e DeixemAsFavelasEmPaz como articuladoras

Texto / Simone Freire
Imagem / Reprodução

Um ato cultural contra o mandado de prisão emitido contra DJ Rennan da Penha, criador do Baile da Gaiola, um dos mais famosos do Rio de Janeiro, está marcado para esta quinta-feira (28), na Lapa, região central da cidade.

A iniciativa circula pela redes sociais e tem as páginas FimDaUPP e DeixemAsFavelasEmPaz como articuladoras. Segundo eles, os baile funks nas favelas do Rio são umas das poucas opções de lazer que restaram para os moradores de comunidade na cidade e a prisão do músico representa a nítida “tentativa de criminalização da cultura popular e do funk carioca, evidenciando, ainda, o racismo estrutural que permeia o nosso sistema de (in)justiça criminal”.

“O estado é incapaz de garantir saúde, educação e segurança para as pessoas e agora quer proibir os meios que esses mesmos moradores encontraram para driblar a falta de opções de lazer e a forte segregação social que acontece no restante da cidade. Por que toda atividade que é criada na periferia é taxada de criminosa ou ilegal pelo Estado?”, diz trecho do texto de chamamento para o ato.

Caso

Depois de ser absolvido em primeira instância, a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, emitiu um mandado de prisão contra DJ e mais dez pessoas, na quarta-feira (20).

Sua defesa chegou a apelar para o Supremo Tribunal Federal, mas a ministra Rosa Weber negou, na última quinta-feira (21), o pedido de habeas corpus impetrado.

A defesa do músico salientou discordar firmemente da decisão proferida pela Justiça do Rio, que condenou o músico por associação ao tráfico de drogas. A pena prevista é de seis anos e oito meses em regime fechado.

“DJ Rennan está sofrendo uma perseguição política por parte do Governo do RJ que mirou o Baile da Gaiola como alvo para cercear a cultura do funk oriunda das favelas do Rio. Portanto, não há qualquer prova de vínculo entre DJ Rennan e o crime”, pontua o texto de chamamento do ato.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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