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Texto: Pedro Borges / Foto: CESeC / Edição de Imagem: Pedro Borges

Ativista negra norte-americana cumpriu agendas no Rio de Janeiro e depois da Bahia, vai para São Paulo

Nos dias 25 e 26 de julho, Deborah Small, ativista norte-americana, participa de encontros com o movimento negro baiano e movimentos sociais para discutir política de drogas nas cidades de Salvador e Cachoeira. O Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC) conta com o apoio da Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (INNPD) para a articulação da passagem da militante negra norte-americana na Bahia.

Deborah Peterson Small é formada em direito pela Universidade de Harvard e foi diretora para assuntos legais da New York Civil Liberties Union.  Mais tarde, Deborah se tornou diretora de políticas públicas e articulação comunitária pela Drug Policy Alliance. Há quase uma década, ela criou a organização Break the Chains, cujo objetivo é alertar os impactos da guerra às drogas na população negra. Deborah Small é nome central na discussão sobre racismo e política de drogas nos EUA e no mundo.

No dia 25 de julho, às 16h, Deborah participa de um debate com o movimento negro de Salvador no Auditório do Conselho para o Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Pelourinho. O tema da conversa é “A mulher negra e a luta contra o genocídio: a guerra às drogas e o massacre negro nas Américas”.

No dia seguinte, às 15h, na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), na cidade de Cachoeira, Deborah compõe a conversa “A cor da repressão: o massacre da guerra às drogas contra o povo negro”.

Deborah participou de atividades no Rio de Janeiro e já no dia 28 está em São Paulo para novos encontros e debates. O objetivo da passagem de Deborah pelo Brasil é estimular o movimento negro e as mídias negras a refletir e produzir conteúdo sobre a política de drogas sob a perspectiva étnico-racial.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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