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Texto e fotos: Pedro Borges

Militantes e comunicadores negros de São Paulo conversaram com a ativista norte-americana Deborah Small

No dia 27 de julho, quarta-feira, Deborah Small cumpriu a sua primeira agenda na cidade de São Paulo. Depois de dialogar com movimentos sociais no Rio de Janeiro e na Bahia, a ativista negra norte-americana iniciou os seus encontros na capital paulista às 19h na TV Drone, Bela Vista.

Militantes e jornalistas negros perguntaram durante 2h30min para Deborah sobre os malefícios da atual política de drogas adotada por Brasil e EUA, os efeitos disso para a comunidade negra, assim como outros modelos de política de drogas.

Deborah Small pede justiça para o caso de Luana Barbosa

Deborah acredita que a chamada “guerra às drogas” é na verdade uma guerra à pobreza e uma guerra contra negras e negros. Por isso, o envolvimento de pretas e pretos se faz necessário para modificar o eixo de debate sobre o assunto, ainda pautado e discutido em meios brancos e acadêmicos.

Ao final, Deborah e todos os participantes tiraram uma foto segurando um cartaz que pedia justiça para Luana Barbosa dos Reis, mulher negra e LGBT, que faleceu com isquemia cerebral e traumatismo craniano dias depois de ser espancada por três policiais em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A atividade foi transmitida ao vivo pela TV Drone e pode ser vista abaixo a partir dos 39 minutos de vídeo.

 

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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