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Texto: Pedro Borges / Edição de Imagem: Vinicius de Almeida

Última semana de inscrição para o curso online sobre feminismo negro

O curso online de formação sobre a história do feminismo tem início nesta sexta-feira, 19 de agosto, e término em 28 de setembro. O material ficará disponível no ambiente virtual de aprendizagem e os participantes poderão acessar o conteúdo dentro de sua rotina e disponibilidade. O Coletivo Dijejê, responsável pela construção do curso, dará apoio tutorial durante toda a formação e todas pessoas inscritas receberão um certificado ao término do curso.

Nessa edição, será abordado o pensamento de duas intelectuais negras, Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento. Lélia Gonzalez foi professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e uma das principais militantes do movimento negro no Brasil do século XX. Seu pensamento contribuiu para a compreensão do papel e da importância da mulher negra na luta organizada dos negros no pais. Lélia é a responsável por criar o conceito afrolatino, termino que designa a unidade na luta pan-africana pela libertação das negras e indígenas, em conjunto dos homens negros e indígenas na America Latina e Central.

Beatriz Nascimento, historiadora da UERJ, dedicou sua pesquisa aos quilombos e aos terreiros de candomblé. Ela destacou em seus escritos a importância da presença feminina nesses espaços e o valor incalculável dos terreiros de candomblé e suas tradições. Segundo Beatriz, sem a presença dos terreiros, e sem a vivência das mulheres negras nesse espaço, seria impossível termos viva a memória negra em nosso pais. O principal exemplo é o fato dos terreiros terem se mantido vivos por mais de 350 anos com as mesmas práticas.

Serviço:

As inscrições custam R$ 80,00 e vão até o dia 18 de junho. O pagamento pode ser feito via depósito, transferência pelo Banco do Brasil, ou via cartão de crédito via PayPal. Para se inscrever acesse aqui.

No dia 20 de Agosto, sábado, acontece turma presencial na cidade de São Paulo. As inscrições e outras informações podem ser adquiridas aqui.

Formato: Curso totalmente online (edu.kilombagem.net.br)

Metodologia: filmes, textos, fóruns de debates, atividades online, produção textual. O material fica disponível por 30 dias e você acessa dentro da sua rotina.

Duração: 30 dias (de 19 de Agosto a 28 de Setembro)

Certificação: 20 horas

Ementa:
Módulo 1 – Ori ou a origem (Beatriz Nascimento)
Módulo 2 – Os espaços negros de resistência: quilombos e terreiros de candomblé (Beatriz Nascimento)
Módulo 3 – As mulheres negras no quilombo e nos terreiros de candomblé (Betriz Nascimento)
Módulo 4 – Ser negro, ser negra (Lélia Gonzalez)
Módulo 5 – Feminismo Negro (Lélia Gonzalez)
Módulo 6 – Feminismo afrolatino e a unidade na luta pan-africanista (Lélia Gonzalez)

Avaliação Institucional – os participantes realizam a avaliação do curso

Bibliografia:

A categoria político-cultural de amefricanidade.” Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro (92/93): 69-82, jan./jun. 1988.
As amefricanas do Brasil e sua militância.” Maioria Falante. (7): 5, maio/jun. 1988.
Por um feminismo afrolatinoamericano.” Revista Isis Internacional. (8), out. 1988.
A importância da organização da mulher negra no processo de transformação social.” Raça e Classe. (5): 2, nov./dez. 1988.
Lugar de negro (com Carlos Hasenbalg). Rio de Janeiro, Marco Zero, 1982. 115p. p. 9-66. (Coleção 2 Pontos, 3.).
Documentário Ori (Beatriz Nascimento)
Eu sou atlantica (Beatriz Nascimento)
Materiais do arquivo pessoal de Beatriz Nascimento disponíveis no Arquivo Nacional

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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