Os jogos integram homens, mulheres e crianças de todas as idades e nacionalidades, inclusive com jogos mistos e regras diferenciadas, visando estimular o clima de inclusão

Texto / Lucas Veloso I Edição / Pedro Borges | Imagem / Divulgação - Adus

Com o lema “reserve um minuto para ouvir alguém que foi obrigado a deixar seu país”, o Brasil sedia a 5ª Copa do Mundo dos Refugiados, uma competição de futebol formada por times de refugiados de diferentes países que vivem no país.

O evento é coordenado pela ONG África do Coração com o apoio institucional da Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

A abertura oficial do torneio aconteceu no dia 29 de março, no Rio de Janeiro. Realizada desde 2014, o principal objetivo da competição é incentivar a integração dos imigrantes na comunidade brasileira e chamar a atenção para a realidade dos imigrantes no país, especialmente os refugiados.

As disputas estaduais acontecem nas cidades do Porto Alegre (RS), a partir de 20 de junho, Brasília (DF), em 22 de junho, Recife (PE), em 13 de julho, Rio de Janeiro (RJ), em 17 de agosto, e São Paulo (SP), em 24 de agosto.

Além do torneio em si, o evento inclui palestras e roda de conversas sobre refúgio e passeios e brincadeiras com crianças refugiadas.

“Sempre temos eventos paralelos ao jogos. Aqui, além de passeio com as crianças teremos um dia especial para falar da condição da mulher refugiada e migrante, com a participação de representantes locais”, diz o organizador da Copa, Munir Jarour Makzun, vice-presidente da África do Coração."

Refugiados

Considera-se refugiado a pessoa que deixa o seu país de origem devido a fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas ou grave violação de direitos humanos.

De acordo com dados divulgados pelo Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) no relatório “Refúgio em Números”, o Brasil reconheceu, até o final de 2017, um total de 10.145 refugiados de diversas nacionalidades.

Desses, apenas 5.134 continuam com registro ativo no país, sendo que 52% moram em São Paulo, 17% no Rio de Janeiro e 8% no Paraná. Os sírios representam 35% da população refugiada com registro ativo no Brasil.

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