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A Coalizão Negra por Direitos é composta por organizações da sociedade civil de atuação social e política em defesa da vida e dos direitos da população negra e periférica

Texto / Lucas Veloso | Edição / Pedro Borges | Imagem /  Acervo pessoal

Na semana passada, entre os dias 11 e 13, a Coalizão Negra por Direitos participou do Congresso Black Caucus, em Washington DC. O encontro reuniu congressistas afroamericanos, políticos e lideranças negras de todo os EUA.

A Coalizão foi representada por Sara Branco, advogada do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades, Douglas Belchior, da Uneafro Brasil, e Juliana Góes, ativista de Direitos Humanos.

Segundo a organização, o intuito da comitiva brasileira foi buscar apoio contra as violações de direitos humanos praticadas com as pessoas negras.

Para Sara, o principal apoio que o grupo recebeu foi do deputado Henry Hank Jonhson Jr. “O democrata está preocupado com a defesa dos direitos humanos da população negra, não só a norte-americana, mas também a população afro-latina”, pontuou.

O parlamentar chegou a gravar um vídeo onde manifesta apoio à população quilombola de Alcântara, no Maranhão. Ele defendeu que a Constituição Federal brasileira deve ser respeitada. “Esse tipo de apoio, em um momento crítico como o que estamos vivendo, é de extrema importância”, define Sara.

A advogada reforça que a situação das pessoas negras no Brasil não foi um debate neste congresso, mas que o assunto deveria ser discutida pelos afroamericanos. Neste sentido, ela entende que a Coalizão Negra tem o papel de provocar a reflexão e denunciar internacionalmente as violações de direitos humanos que a população negra enfrenta no Brasil.

“Infelizmente a discussão sobre os negros brasileiros ainda não aconteceu, mas de modo geral, existe uma preocupação e uma atenção para o que está acontecendo no país, principalmente agora, sob a administração de Jair Bolsonaro”, define. “A realidade vivida pela população negra brasileira ainda está muito invisibilizada no debate e isso diz muito sobre a desigualdade”, crítica Sara.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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