O Alma Preta está com a exposição “Pretas Potências” no Metrô República em São Paulo. Confira dicas de outras mostras para visitar ainda este mês no estado

Texto / Thalyta Martins
Imagem / Hudson Rodrigues

A exposição “Pretas Potências” que homenageia 13 figuras da comunidade negra, representantes das 13 décadas de resistência no pós abolição da escravatura, em 13 de Maio de 1888, está aberta desde o dia 10 de novembro, na Estação República do metrô de São Paulo.

Os universos selecionados foram Hip Hop, Samba, Moda, Literatura, Territórios, Capoeira, Danças, Teatro, Culturas Tradicionais - Afoxé, Gastronomia, Funk, Religiões de Matriz Africana e Intelectualidade.

O Alma Preta selecionou mais 10 exposições que podem ser conferidas no estado de São Paulo ainda este mês. Conhece alguma que não foi citada? Conta pra gente nos comentários.

1. Diáspora, de Josafá Neves*

A mostra reúne 29 peças autorais do artista, entre quadros em tela e esculturas que conversam sobre identidade social dos afro descentes no Brasil. Durante a duração da exposição, serão realizadas oficinas de arte com professores e alunos da rede pública para trabalhar com o tema e desenvolver novas obras. Pode ser visitada gratuitamente de terça a domingo das 9 às 19 até o dia 16 de dezembro, na Caixa Cultural São Paulo.

2. Exposição Marcelo D'Salete

Tem abertura prevista para o dia 20 de novembro deste ano no Museu Afro Brasil. A mostra apresenta trabalhos do ilustrador e autor de histórias em quadrinhos Marcelo D'Salete, brasileiro vencedor do Eisner, a maior premiação do universo dos quadrinhos, em 2018. A exposição contará com trabalhos do artista, entre eles Angola Janga (Pequena Angola), seu livro mais recente, que aborda os antigos mocambos da da Barriga, mais conhecidos como Palmares.

Marcelo DSalete Francisco Costa

Marcelo D'Salete é um dos quadrinhistas brasileiros mais reconhecido no mundo (Foto: Francisco Costa)

3. Exposição Hiorlando

Também no Museu Afro Brasil, a exposição que fica até dia 25 de novembro, apresenta peças esculpidas em madeira, bichos da água, do seco e do imaginário. O artista foi descoberto em Água Doce do Maranhão, pelos pesquisadores do Mapearte, projeto que localiza e registra os artesãos em atividade no Maranhão. 

4. Isso é coisa de Preto: 130 anos da Abolição da Escravidão

A Instituição localizada no Parque Ibirapuera, em São Paulo, conta ainda com esta exposição, que amplia e ressalta a competência, o talento e a resistência negra que evidenciam e valorizam a fundamental contribuição africana e afro-brasileira na construção do país nos campos da arquitetura, artes plásticas, escultura, ourivesaria, literatura, música, dança, teatro, idioma e costumes. A mostra destaca a produção dos séculos XIX e XX, por meio de pinturas, fotografias, litografias, esculturas e desenhos que evidenciam e valorizam a fundamental contribuição africana e afro-brasileira na construção do país.

5. Ogban Itan

A exposição que está em cartaz no Sesi Campinas, interior de São Paulo, propõe um olhar descolonizado para a trajetória e a memória dos povos africanos, resgatando suas raízes por meio da arte. Do yorubá, família linguística nígero-congolesa, a palavra Ogbon significa sabedoria, criação e arte. Ao mesmo tempo, Itan remete à história verdadeira que será contada. É este o objetivo da exposição: contar a narrativa dos povos africanos sob a perspectiva deles. A exposição, que reúne 57 obras de 11 países africanos, como escultura e máscaras em madeira, bronze e marfim, pinturas, ornamentos, indumentárias, objetos religiosos, decorativos e instrumentos musicais, fica em cartaz até o dia 24 de novembro, de terça a sábado, das 9h às 20h, exceto feriados. A entrada é gratuita.

6. Bambas

O fotógrafo Hudson Rodrigues discute na exposição a representação do negro no Brasil por meio de 18 imagens que retratam seus parentes e amigos e a relação deles com a cidade. A exposição pode ser conferida no MIS de terça a sábado, das 12h às 20, e aos domingos, das 11h às 19h até o dia 9 de dezembro. A entrada é gratuita.

Museu Afro Brasil Divulgação

Museu Afro Brasil recebe algumas exposições durante o mês de novembro (Foto: Divulgação)

7. Ainda Assim me Levanto

A exposição da artista Sonia Gomes reúne esculturas em madeira e propõe a subversão de objetos cotidianos. A mostra pode ser conferida até 10 de março no MASP de terça das 10h às 20h, e de quarta a domingo das 10h às 18h. Cada ingresso custa R$ 35,00.

8. Construções Afro-Atlânticas

Esta exposição individual apresenta o trabalho do baiano Rubem Valentim, com pinturas, esculturas e murais. A mostra reúne 92 trabalhos que traçam um panorama da trajetória do artista, marcada pela abstração geométrica. Os trabalhos podem ser conferidos até 10 de março no MASP de terça das 10h às 20h, e de quarta a domingo das 10h às 18h. Cada ingresso custa R$ 35,00.

9. Ocupação Ilê Ayê

A Ocupação do Itaú Cultural homenageia o primeiro bloco de Carnaval afro-brasileiro, o Ilê Aiyê, que desfila pelas ruas de Salvador desde 1974. Fotos, vídeos, documentos e registros históricos ajudam a contar a história do grupo. A mostra pode ser conferida até o dia 6 de janeiro no Itaú Cultural na Avenida Paulista de terça a sexta, das 9h às 20h, e aos domingos, das 11 às 20h. A entrada é gratuita.

Exposição Mãe Preta Divulgação

Uma das exposições é a "Mãe Preta", que acontece na Funarte, em São Paulo (Foto: Divulgação)

10. Mãe Preta

A exposição discute, por meio de fotos, vídeos e instalações, a relação de mulheres negras com a maternidade durante a escravidão e seu legado na formação da sociedade brasileira. Os materiais são do acervo fotográfico do IMS e de livros de gravuras. Pode ser conferida gratuitamente até dia 25 de novembro na Funarte São Paulo, localizada na Galeria Mario Schenberg, de segunda a sexta das 11h às 19h, e aos finais de semana das 11h às 21h.

Observações

*O texto deste tópico, que publicado primeiramente com o texto a seguir, foi corrigido e substituido pelo o que está agora.

 "Negros Indícios

Até o dia 17 de dezembro, a exposição que reúne 12 artistas performers afrodescentes de diferentes regiões do país e que tem como objetivo contrapor o esquecimento histórico, o racismo, a segregação, assim como evidenciar o amadurecimento da discussão sobre identidades e negritudes no Brasil, estará na Caixa Cultural São Paulo (Praça da Sé, 111, Centro), das 9 às 21 horas, de terça a domingo, com entrada gratuita."

Sobre o Alma Preta

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