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Autor de três livros, Hamilton Borges tem obra sobre violência policial e racismo abordada em seleção para o serviço público

Texto / Juca Guimarães | Edição / Simone Freire | Imagem / Divulgação

A produção cultural de autores negros brasileiros está ganhando destaque e relevância no Brasil. A prova de português do concurso para profissionais de apoio para a área de Pedagogia em Santa Luzia (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, teve questões sobre a obra “Livro Preto de Ariel”, lançado este ano pelo escritor baiano Hamilton Borges.

O livro conta a história de um jovem negro que mora na periferia de Salvador e é acusado de um crime que não cometeu. Sem um julgamento justo, o garoto vai parar no cárcere, onde são amontoados os corpos negros vítimas da estrutura de racismo e de genocídio da população negra e também em outras regiões do Brasil.

Os candidatos do concurso tiveram que identificar a crítica social apresentada na obra e também a da literatura que é um ponto de salvação do personagem do livro, que foi lançado pela Editora Reaja.

“As perguntas foram fortes do ponto de vista dos direitos humanos. Achei importante que as relações raciais que estão no livro, o ódio anti-negro, estarem nas questões. É importante que as pessoas pensem sobre isso”, disse o autor.

Borges também é autor de “Teoria Geral do Fracasso” (2017) e “Salvador, cidade túmulo” (2018). O romance “Livro Preto de Ariel” é baseado em fatos reais quando aborda a invasão da Polícia Militar nas favelas de Salvador.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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