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Os trabalhos selecionados receberão um prêmio de R$ 1 mil e integrarão uma exposição artística

Texto / Redação | Edição / Simone Freire | Imagem / Reprodução

A Coalizão Negra por Direitos e a Artigo 19 vão selecionar 20 ilustrações e charges sobre antirracismo e liberdade de expressão no Brasil. As inscrições devem ser efetuadas até o dia 12 de janeiro de 2020.

Os trabalhos selecionados receberão um prêmio de R$ 1 mil e integrarão uma exposição artística que será inaugurada dia 21 de março de 2020, Dia Internacional contra a Discriminação Racial.

As entidades explicam que o edital é uma resposta à grave violação cometida pelo deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP), que quebrou uma charge sobre a violência policial contra a população negra, que era parte da exposição "Resistir no Brasil", na Câmara dos Deputados em Brasília (DF).

A ação violenta do deputado ocorreu em plena semana da Consciência Negra de 2019.
“O ato do deputado, além de racista, também fere as liberdades artísticas e de expressão, garantidas pelo artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, pelo Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e pela Constituição Federal”, explica o material de chamamento do concurso.

Como participar

Qualquer pessoa, coletivo ou organização pode submeter uma ilustração ou charge sobre antirracismo e liberdade de expressão no Brasil para concorrer ao prêmio. As propostas devem ser submetidas digitalmente por um formulário.

As obras enviadas devem seguir critérios como: conter uma mensagem antirracista e de fortalecimento da liberdade de expressão da população negra; adequação ao foco e termos do edital; diversidade regional; criatividade e consistência da proposta; além de legitimidade do grupo ou organização que pretende executar as atividades.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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