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PL votado nesta terça-feira (10) foi proposto pela então senadora Roseana Sarney (PFL-MA) em 2004

Texto / Simone Freire | Imagem / Pedro França / Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) o Dia do Branco, Dia do Índio e Dia do Negro.

O Projeto de Lei 6369/05, que institui datas para celebrar os três segmentos étnicos nacionais foi proposto pela então senadora Roseana Sarney (PFL-MA) em 2004.

A proposta define 19 de abril (Dia do Índio) para celebrar os povos indígenas; 22 de abril (Descobrimento do Brasil) para lembrar a chegada oficial do branco europeu em território nacional; e 20 de novembro (Dia Nacional da Consciência Negra), em homenagem ao negro e em memória de Zumbi dos Palmares.

Talíria Petrone, deputada que representa do PSOL na CCJ, não estava presente na votação, mas cosiderou a aprovação do Dia do Branco "absurda".

"O dia 22 de abril marca o início da invasão dos europeus no nosso continente e o começo de uma história de apagamento, escravidão e roubo. Em um país, cujas marcas coloniais ainda persistem hoje - 70% dos homicídios são contra pessoas negras e apenas nesta semana três indígenas Guajajara foram brutalmente assassinados - não podemos vangloriar o colonizador", disse, em entrevista ao Alma Preta.

O projeto segue agora para análise do Plenário da Casa.

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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