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Pará é o estado mais afetado e concentra 40,5% do total de infectados; em todo o país há ainda 949 infecções suspeitas e 138 mortes

Texto: Flávia Ribeiro | Edição: Nataly Simões | Imagem: Cristiano Martins/Agência Pará

Mais de 100 novos casos foram confirmados entre quilombolas do Brasil em uma semana. Na semana passada, eram 3.644 infectados. Nesta, são 3.798. A atualização do boletim epidemiológico da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) da quarta-feira (29) traz ainda 138 óbitos, dois a mais que na semana passada, além de 949 casos em monitoramento.

Segundo a Conaq, o destaque é para o crescente número de casos confirmados no Pará. O número chega a 1.540 pessoas confirmadas, o que representa 40,05% do total de casos de todo o país.

“O número de contaminações no Pará representa quase o dobro do Rio de Janeiro e mais que o triplo da soma de 16 Estados juntos. O Rio de Janeiro segue como o segundo estado com mais número de óbitos, 37, seguido por Amapá, 19, Maranhão com 12 e Pernambuco com 9”, diz o boletim.

Na ausência de apoio do poder público, o monitoramento dos casos é realizado de maneira autônoma, em parceria com lideranças quilombolas de todo o país. Os dados também ficam disponíveis na plataforma online quilombosemcovid19.org mantido pela Conaq em parceria com o Instituto Socioambiental (ISA).

Além de Pará, outros estados que já registram a morte de quilombolas são: Rio de Janeiro, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Amazonas, Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Norte, Tocantins e Alagoas.

No Pará também é realizado um boletim autônomo e diário pela Coordenação das Associações das Comunidades Quilombolas do Estado do Pará – Malungu em parceria com o Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Sociedades Amazônicas, Cultura e Ambiente (Sacaca) da Universidade Federal do Oeste do Para (Ufopa). A atualização publicada na quinta-feira (30) com dados do dia anterior já mostra o estado com 40 óbitos, 1.599 confirmações, três internações, 1138 casos com suspeita e sem assistência médica. Os dados são mais recentes que o do boletim nacional, por isso, os números diferem.

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