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O evento acontece para debater o turismo na África, em São Paulo e Salvador

Texto / Lucas Veloso | Edição: Pedro Borges | Imagem / Divulgação

Nesta semana, em São Paulo e Salvador, acontece a primeira edição do fórum “O Viajante Negro do Brasil: Reconexões Através do Turismo”. As atividades acontecem nos dias 23 e 25 de julho.

O objetivo do evento é promover, através de conversas e debates, reflexões sobre as possibilidades de reconexão dos afro-brasileiros com o continente africano através do turismo.

O fórum tem curadoria da turismóloga Thainá Santos e será dividido em três painéis principais que buscam abordar diferentes questões atreladas ao tema. Com o título “Turismo e Relações Étnico-Raciais”, a primeira mesa contará com a presença de Denise Rodrigues (Mestranda de Turismo - EACH USP) em São Paulo.

Em Salvador, Tâmara Azevedo, da Secretaria de Turismo do Estado da Bahia, falará sobre pontos como racismo, preconceito, discriminação racial e a invisibilidade do negro como protagonista das suas atividades de lazer e turismo.

Para o encerramento, a África do Sul será debatida como destino turístico no painel “O que é a África do Sul pra você?”. Nele, Nataly Neri (Afros e Afins), Kauê Silveira (Hypeness), Diego Mouro (Artista Visual e Muralista), Gabi de Olveira (DePretas), Luci Gonçalves (Criadora de Conteúdo) e Wendy Andrade (Fotógrafo) falarão de suas experiências.

A programação é organizada pelo South African Tourism e pela TI Comunicações, que representa o turismo da África do Sul na América Latina.

Serviço:

Em São Paulo, o fórum será realizado dia 23 de julho no Unibes Cultural a partir das 18h30 (Rua Oscar Freire, 2500, no Sumaré), e, no dia 25, em Salvador, no Mundo Plaza (Avenida Tancredo Neves, 20, Caminhos das Águas), também a partir das 19h. Ambos os eventos serão abertos ao público e gratuitos.

Para inscrição, acesse: Dia 23 de julho, São Paulo | Dia 25 de julho, Salvador

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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