Quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro, Marielle Franco (PSOL) foi assassinada na noite de 14 de Março, no Rio de Janeiro. Ela era relatora da Comissão da Câmara dos vereadores que fiscaliza a intervenção militar

Texto / Pedro Borges
Imagem / Acervo Marielle Franco

Manifestações de revolta e em memória à Marielle Franco (PSOL) se espalham pelo Brasil, no dia 15 de Março. Os protestos denunciam a violência contra a comunidade negra e o assassinato da vereadora.

No Rio de Janeiro, ato ocorre a partir das 17h na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Marcha contra o genocídio por Marielle Franco é o tema do ato em São Paulo, que acontece no Masp, Avenida Paulista, das 17h às 20h.

O Fórum Social Mundial, sediado em Salvador, também homenageia Marielle Franco, a partir das 10h, na Tenda Sem Medo, no campus da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A câmara dos vereadores de Recife recebe manifestação a partir das 16h, em homenagem à Marielle Franco.

No Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília, com início às 11h, nova manifestação em solidariedade à vereadora carioca.

Em Belo Horizonte (MG), a manifestação acontece às 17h30, na Praça da Estação, na Avenida dos Andradas.

Protesto também ocorre em Belém (PA), com início às 17h, na Avenida Almirante Barroso.

Em Juiz de Fora (MG), o ato está marcado para às 17h30, no Parque Halfed, na Avenida Rio Branco.

A Esquina Democrática de Porto Alegre (RS) recebe a manifestação em homenagem à Marielle Franco a partir das 17h30.

Natal (RN) se mobiliza pela vereadora carioca na Rua Apodi, Cidade Alta, às 17h.

Protesto por Marielle também acontece em Curitiba (PR), com início às 18h30, no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFRP), na Praça Santos Andrade, 50.

Em Campos dos Goytacazes (PA), a manifestação está marcada para às 18h, na Rua José Patrocínio, 71.

Em Campinas, dois atos estão marcados para acontecer hoje. Às 15h30 no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e no centro da cidade ocorre às 18h no Largo do Rosário.

O ato em Florianópolis acontece às 17h no centro no cruzamento entre as Ruas Deodoro e Conselheiro Mafra.

O caso

A vereadora do PSOL Marielle Franco foi executada na Rua Joaquim Palhares, região central do Rio de Janeiro, no dia 14 de Março. Ela e o motorista morreram no local, depois de baleados.

A assessora da candidata, Fernanda Chagas, foi atingida por estilhaços, mas foi sobreviveu ao ataque e está recendo tratamento.

Os atiradores encostaram o carro ao lado do veículo onde a vereadora se encontrava e efetuaram os disparos, de acordo com informações do 4° Batalhão da Polícia Militar de São Cristóvão. As informações policiais também apontam que o crime não se tratou de um assalto.

Quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro com 46.502 votos, a socióloga graduada pela PUC-RJ fez mestrado em Administração Pública pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e se formou com a dissertação “UPP: a redução da favela a três letras”.

Marielle fazia críticas à atuação da polícia nas favelas do Rio de Janeiro. No dia 10, publicou em seu twitter uma reclamação sobre a maneira de atuar de policiais militares.

“O que está acontecendo agora em Acari é um absurdo! E acontece desde sempre! O 41° batalhão da PM é conhecido como Batalhão da Morte. CHEGA de esculachar a população! CHEGA de matarem os nossos jovens”, escreveu.

O deputado federal Chico Alencar, entrevista para “O Dia”, diz que a vereadora fazia parte da Comissão da Câmera que fiscaliza a intervenção militar no Rio de Janeiro.

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