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Manifestação ocorre neste domingo na Praça da Sé, em São Paulo, e reúne religiosos de diferentes congregações

Texto: Pedro Borges e Guilherme Soares Dias | Imagem: Pedro Borges

 A Praça da Sé, no centro de São Paulo, recebe hoje um ato inter-religioso em defesa das vidas negras e da democracia. A manifestação foi convocada pelas torcidas organizadas e pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). De acordo com os organizadores, o ato inter religioso foi uma forma de defender o estado laico, a democracia e em prol das vidas negras. “Hoje quem sustenta o bolsonarismo é o fundamentalismo religioso, principalmente, as religiões neopentencostais. Então, nada mais simbólico do que fazer ato inter-religioso em defesa das vidas negras e democracia”, diz Danilo Pássaro, coordenador do Movimento Somos Democracia, ligado à torcida organizada da Gaviões da Fiel, do Corinthians.

Ele lembra que muitas pessoas tem achando que o presidente Jair Bolsonaro foi domado por não ter feito mais discursos que atacam a democracia ou os direitos e as liberdades do povo brasileiro. “Ele, no entanto, fez um recuo estratégico, por sentir que ações dele nesse caráter poderia gerar grande onda de protestos. Por isso, consideramos importante permanecer na rua e mostrar que o povo brasileiro está disposto a defender a democracia”, afirma.

Antes da manifestação na Praça da Sé, a presença de pessoas vivendo em situação de rua na região chamava atenção. Entre eles, muitas barracas, ocupadas, principalmente, por homens negros entre 40 e 50 anos. A polícia e a guarda civil metropolitana enviaram reforços para acompanhar o ato.

O protesto começou às 14h e segue até às 16h e vai contar com líderes mulçumanos, de religiões de matriz africana, do pastor Ariovaldo Ramos e do padre Julio lanceloti, da pastoral de rua. A Praça da Sé é considerada um lugar histórico na luta pela democracia. Isso porque em 25 de janeiro de 1984, o local foi o palco de um dos momentos mais importantes da história do Brasil. Cerca de 300 mil pessoas se reuniram na praça para o comício que massificou a campanha pelas Diretas Já no Brasil. O ato reuniu diversas personalidades políticas, artistas e lideranças sindicais. Foi o grito do povo clamando pelo direito de votar após 20 anos de ditadura.

 

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