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Bárbara Santos é autora da obra “Percursos Estéticos”, que retrata o Teatro do Oprimido; livro é extensão do primeiro trabalho da autora, também sobre o mesmo tema

Texto / Redação

Foto / Divulgação

A socióloga Bárbara Santos lança nesta quarta-feira (28) a obra “Percursos Estéticos”, sobre a estética do Teatro do Oprimido. A artista, que é a primeira mulher negra a publicar um livro teórico sobre o método teatral, trabalhou por duas décadas com Augusto Boal, criador do movimento, morto em 2009.

A obra atual é uma extensão de “Teatro do Oprimido, Raízes e Asas: Uma Teoria da Práxis”, que retrata o método até o surgimento da Estética do Oprimido. No novo livro, a autora apresenta abordagens sobre o método teatral como veículo de comunicação e arte marcial, além de abordar processos investigativos relacionados à estética do movimento, desenvolvidos após a morte de Boal - além do vínculo artístico com ele, a obra retrata também a trilha de processo de autonomia.

“Como consequência desses percursos estéticos, criamos um conjunto original de exercícios, jogos e técnicas - imagem, som/ritmo e palavra -, que alterou significativamente nossas produções artísticas e os processos de formação que oferecemos”, conta Bárbara, sobre os principais aspectos do livro.

Engajamento artístico

Bárbara Santos é também diretora do espaço Kuringa, voltado à prática do Teatro do Oprimido em Berlim, Alemanha, onde ela mora atualmente. O local pertence ao grupo Madalena-Berlin e à  Companhia Teatral Together International, que consiste em cooperação entre organizações de sete países europeus.

Além disso, ela é difusora do Teatro das Oprimidas, cuja estética retrata e critica a opressão enfrentada no cotidiano por mulheres; diretora artística da Rede Ma(g)dalena, composta por grupos europeus, africanos e latino-americanos feministas; fundadora e diretora artística de rede teatral com engajamento político formado por mulheres negras.

Tour de lançamentos

Publicado pela Padê Editorial, “Percursos Estéticos” será lançado em São Paulo na quarta-feira (28), das 18h às 21h, na Casa Elefante (rua Doutor Cesário Mota Júnior, 277, Vila Buarque). A entrada é gratuita.

Após a etapa paulistana, a obra será lançada também no Rio de Janeiro (dia 29, na Casa das Pretas), Alemanha (Festival Estéticas da Justiça, em Berlim, em 6 de abril), Portugal (Universidade do Algarve, em 13 de abril) e na Espanha (Festival TOMA Teatro 2018, em Madri, em 25 de maio).

 O povo preto quer narrar suas histórias

Vivemos em um mundo de disputa. Nossa sociedade tem profundas marcas das desigualdades que foram desenhadas ao longo da história. Na atualidade parece que há espaço para debate, a tão falada representatividade está sobre a mesa.
Mas o povo preto quer mais. Queremos narrar nossas próprias histórias. Queremos ter direito de fala não somente quando essa é concedida. Somos múltiplos, somos muitos e plurais. A ótica de ser preto no Brasil se revela como um espectro, tamanha a diversidade dos povos ancestrais que nos originaram, e a variedade de experiências que podemos ter e ser. Pertencer. O que nos conecta é pele.

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