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De acordo com a organização, cerca de 20 mil manifestantes participaram de ato de 1 ano de memória a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes; pessoas presentes pedem que se descubra quem mandou matar a ex-vereadora

Texto / Pedro Borges
Foto / Pedro Borges

Mesmo sob chuva, cerca de 20 mil manifestantes participaram da manifestação “Justiça para Marielle: vidas negras e periféricas importam”, protesto em memória a data de 1 ano do assassinato da ex-vereadora e do motorista, Anderson Gomes.

Organizado por diversas entidades, como a Marcha de Mulheres Negras, MST, MTST, PSOL SP, entre outras, o ato tinha o objetivo de construir mais pressão social para descobrir quem mandou matar Marielle Franco.

“A gente exige que o Estado brasileiro responda quem mandou matar Marielle”, disse Bianca Santana, jornalista e escritora.

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Bloco afro Ilú Oba De Min participou da manifestação (Foto: Pedro Borges/Alma Preta)

Na madrugada do dia 12 de Março, o policial Ronnie Lessa e o ex-militar Élcio Vieira de Queiroz foram presos acusados de atirar na defensora dos direitos humanos e dirigir o carro utilizado no crime, respectivamente.

Para Bianca Santana, há fortes indícios de que o assassinato de Marielle está ligado às milícias do Rio de Janeiro.

Isso não é inaceitável só para nós, mulheres negras. Isso é inaceitável para toda a sociedade brasileira”, completou.

A indignação diante do caso, a demora para que uma justificativa fosse apresentada, e a conjuntura do país de retrocesso de direitos foram alguns dos elementos que justificaram a presença do público, segundo Beatriz Souza, estudante de Geografia da USP e integrante do Núcleo de Consciência Negra localizado na universidade.

“A gente está cansada e o cenário não está confortável. A gente não pode se acuar agora, nem com chuva, nem com ameaças”.

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Marielle Franco mobilizou milhares de pessoas em São Paulo (Foto: Pedro Borges/Alma Preta)

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